Jovens se interessam pelo trabalho
A sede da Miaf no Brasil é em Londrina, cidade escolhida por reunir condições para a preparação de novos missionários.
''Pensamos primeiro em Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, mas fizemos um levantamento do custo de vida, verificando também a existência de um movimento evangélico forte na cidade, com seminários para a formação de missionários'', afirma o diretor-executivo da Miaf, Paulo Feniman, lembrando que entre os londrinenses que embarcaram para o continente, o casal Ricardo e Diamantina Matioli está há quatro anos servindo no Quênia.
Os pés dos mensageiros que anunciam a paz através da Miaf desembarcaram há pouco tempo também em Angola. Durante quase 30 anos, o país a sudoeste da África viveu um conflito interno que só melhorou com a morte do líder rebelde da Unita (União Nacional de Independência Total de Angola), Jonas Savimbi, em 2002. O desmatelamento da facção terminou em um acordo de cessar-fogo entre os guerrilheiros savimbistas e o governo. ''Angola é como outros países da África com conflitos civis; nem sempre a nossa organização entende que seja seguro enviar missionários. Atualmente, por exemplo, é impossível mandar alguém para o norte do Sudão. Nos preocupamos com o bem-estar dos missionários'', avalia Feniman. Mesmo assim, a Miaf espera que até o final de 2005 outras duas ou três nações africanas recebam missionários.
A expectativa de Feniman rascunha o esforço para evangelizar um continente com cerca de 800 milhões de pessoas, vivendo em 58 países, que falam 2.110 línguas, divididos em 3.839 etnias. Cerca de 1.335 dessas etnias ainda não foram alcançadas pelo Evangelho. Para pôr a Bíblia na mão dessa legião é necessária a tradução do texto sagrado em pelo menos 297 línguas. ''Muitos pastores da África não têm a Bíblia completa, sendo cara. Uma Bíblia custa cerca de sete dólares'', explica Feniman.
Geralmente, os missionários permanecem de um a quatro anos na África e ao voltarem visitam as igrejas testemunhando sobre a missão. Além da palavra de Deus, os missionários levam aos povos da África a promoção humana, através de trabalhos de medicina e saúde pública, engenharia, administração, logística, computação, educação, entre outros projetos.
A missão aceita jovens, a partir de 21 anos de idade, com curso em Teologia, Antropologia, Linguística e Inglês, pondendo ainda aprender o idioma na África do Sul.
''Há um interesse cada vez maior pela missão, mas de cada 15 candidatos, apenas dois ou três seguem para a África. Temos incentivado muitos casais aposentados a integrarem o nosso trabalho, já que têm experiência profissional e de liderança'', aponta Feniman, acrescentando que cada missionário é responsável por levantar nas igrejas os recursos necessários para participar da missão, que pretende levar o Evangelho, inclusive à região chamada ''Janela 10/40'', considerada uma das mais carentes da palavra de Deus no mundo.
São 14 países, com população total de 130 milhões de habitantes e que têm menos de 1% de presença evangélica. Destas 14 nações, nove têm menos de 0,1% de cristãos, como a Mauritânia, Marrocos, Líbia, Tunísia, Comores, Djibuti, Níger, Senegal e Somália.
Informações:www.miaf.org.br





