Jovens se drogam
e traficam cada
vez mais cedo
O número de ocorrências policiais envolvendo menores com uso ou tráfico de drogas em Curitiba tem se mantido na mesma média desde o início do ano. Entre 25 e 30 ocorrências por mês na Delegacia do Adolescente. O que preocupa é a redução na idade das crianças envolvidas. Até crianças traficam entorpecentes. A delegada adjunta Vanessa Alice diz que também está crescendo o número de ocorrências com crack. ‘‘Ainda hoje, a maconha é a principal droga entre adolescentes, mas o crack já chega a 40% das ocorrências’’, conta a delegada.
Como não conseguem financiar o vício, os jovens terminam sendo usados pelos traficantes para fazer as entregas de drogas aos compradores. ‘‘É muito difícil chegarmos até os traficantes porque os menores que são apreendidos não entregam os nomes dos chefes’’, explica a delegada.
Na Delegacia Anti-Tóxicos existe o Centro Anti-Tóxicos de Prevenção e Educação (Cape), que presta atendimento a dependentes de drogas e seus familiares. Psicólogos e assistentes sociais do Cape atendem cerca de 80 pessoas por mês. ‘‘O que mais nos preocupa é a redução na idade dos jovens viciados’’, diz Dayse Kaviski, coordenadora do Cape. ‘‘As crianças estão cada vez mais expostas ao tráfico.’’
Segundo a coordenadora, a maioria dos viciados começa pela maconha. Depois eles passam a experimentar drogas mais fortes. ‘‘O crack tem um poder viciante muito forte e em um mês de uso ele deixa a pessoa dependente, por isso tem crescido o número de ocorrências com essa droga.’’ (E.C.)

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