Jovens reclamam da
pouca opção de lazer
Marcos NegriniAlessandra, Érica e Andréia: lanchonete é o ‘point’ da cidadeSe a tranquilidade de Boa Esperança agrada quem busca sossego, acaba gerando tédio entre os mais jovens. ‘‘Não temos nada que fazer aqui’’, reclama a estudante Érika Regina Caetano, 15 anos. ‘‘O único lugar que a gente tem para ir é a lanchonete’’. A colega Andréia Ramiro, 15 anos, se queixa que mesmo a lanchonete já teve dias melhores. ‘‘Quando inaugura dá bastante gente, mas depois o pessoal vai sumindo’’.
‘‘Só de vez em quando a lanchonete tem música ao vivo’’, conta outra estudante, Alessandra Alves de Oliveira, 17 anos. As três dizem que pretendem morar numa cidade maior. Franciele Valese, 19 anos, já se mudou. Ela está estudando educação física em Umuarama e garante que não volta mais a Boa Esperança após a conclusão do curso. Franciele só volta para Boa Esperança nas férias. O irmão gêmeo dela, Fred Valese, 19 anos, pretende ir embora no ano que vem para cursar agronomia e não voltar mais. Enquanto está na cidade, ele diz que a opção é fazer ‘‘festinhas’’ nas casas dos amigos. ‘‘Raramente acontece algum baile por aqui’’, comenta. ‘‘Para piorar, no último baile não deu ninguém.’’ Márcio de Almeida, 20 anos, diz que os eventos que ocorrem na cidade têm pouca divulgação e custam caro.
Pai de três filhas - de 17 anos, 16 e 14 anos -, o prefeito Cláudio Gotardo sente na pele a falta de lazer para os jovens. ‘‘Minhas filhas também reclamam’’, revela. Para tentar reverter a situação, Gotardo espera que o governo do Estado ajude na construção de um parque aquático e diz que libera dinheiro da prefeitura para melhorar o clube da cidade, que tem 120 sócios. (S.S.)

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