A polícia ouviu ontem, na Delegacia da Santa Quitéria, parte dos 12 jovens que acusam o dono do Santa Fé Country Bar de agressão e extorsão. Os rapazes voltaram a afirmar que foram detidos por seguranças da casa e agredidos. ‘’Nos acusaram de estar utilizando comanda falsificada’’, conta Antônio Chagas, 18 anos. Pelo menos uma notícia-crime já foi apresentada contra o bar por agressão, extorsão, cárcere privado e formação de quadrilha. Os proprietários do bar devem depor na próxima sexta-feira, às 14 horas.
Na entrada da Delegacia, um grupo de pais dos adolescentes estavam revoltados com o caso. ‘’Mesmo que nossos filhos estivessem fazendo qualquer coisa de errado, o que não era o caso, não podiam ter feito isso. Cadê os nossos direitos?’’, questionou Elenice Selovan, mãe de um dos adolescentes que testemunharam o caso.
Segundo o advogado Érlon de Faria Pilati, que representa dois dos jovens, além da denúncia entregue à polícia, o grupo também irá encaminhar um pedido ao Ministério Público para que a casa seja investigada. ‘’Também vamos ingressar com uma ação por danos morais’’, adiantou.
Para o administrador do bar, Ernani de Souza, os rapazes causaram prejuízo para a empresa. ‘’Tivemos mais de R$ 15 mil de prejuízo com a clonagem das comandas’’, diz. Segundo Souza, os jovens foram retirados do meio do salão e levados para conversar no escritório do bar. ‘’Não tinha como conversar com eles no meio do público’’, conta.
Souza nega as agressões e a acusação de extorsão. ‘’Um dos rapazes inclusive admitiu que estava aplicando um golpe no bar’’, diz. A reportagem não conseguiu localizar o rapaz. O administrador diz que a empresa enfrentava problemas de caixa e de estoque há várias semanas e acabaram desconfiando do grupo por conta do alto consumo.
‘’Nós nem éramos parte do mesmo grupo’’, rebate Antônio. Segundo ele, o sábado foi a primeira vez que ele esteve no bar com outros dois amigos. Os demais rapazes estariam no bar para comemorar o aniversário de uma amiga. ‘’Na balada não tem como dizer que é do grupo de quem’’, defende Marise Serrato, mãe de um dos adolescentes.

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