Para a professora do ensino médio Maria Ilza Zirondi, o principal erro cometido pelo jovens alunos hoje é o uso do internetês. ''Eles usam muitas palavras abreviadas e confundem o uso do 's' e do 'ç'.''
Para corrigir os erros, a professora incentiva a leitura e a consulta ao dicionário. No colégio onde trabalha, inclusive, todos os professores terão que estar atentos à construção sintática dos alunos, mesmo fora das aulas de português. ''Toda a informação errada, até mesmo na fala, influencia a criança. Já vi aluno escrevendo 'indentidade' por causa do uso coloquial da palavra'', conta Maria Ilza.
Segundo ela, como o mundo está muito informativo, os jovens não dão conta de acertar sempre. ''Os pais também influenciam. Filhos de pais que assinam jornais, revistas, têm uma linguagem mais elaborada, uma produção mais rica'', informa.
Conforme Maria Ilza, o erro pode surgir por falta de leitura, falta de conhecimento e até por fatores genéticos, como problemas na fonologia. ''A pessoa ouve errado, tem problemas de fala, dislexia e isso é refletido na produção escrita.''
Para a professora, no entanto, é preciso sutileza ao corrigir um erro alheio. ''É preciso cautela, descobrir de onde vem o erro, se a pessoa tem conhecimento da língua ou não. É até mesmo uma questão social e é preciso ter respeito por quem errou. Mesmo assim, alguns erros são inadmissíveis.'' (M.G.)

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