Curitiba - O jovem no cenário atual é o tema do 2º Seminário Internacional sobre Cultura, Imaginário e Memória da América Latina, promovido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. O evento, que termina hoje, reúne representantes de diferentes partes do Brasil, além de Guatemala, Argentina e México. O objetivo foi discutir as ações do jovem em diferentes dimensões.
Diversas nações criaram políticas públicas para beneficiar a educação e os direitos dos jovens. Porém, quase nunca saem do papel. Essa é a opinião da diretora do Cátedra Unesco de Comunicação para o Fortalecimento da Diversidade Cultural da Guatemala, Anabella Giracca. ''É necessário que sejam criados auditores sociais. Eles irão fiscalizar se essas políticas são respeitadas. O ideal é que todas elas sejam transformadas em lei'', opina.
Em muitas ocasiões, como disse Anabella, as políticas públicas feitas para os jovens não atingem a todos, já que não diferenciam pessoas de diferentes lugares e classes sociais.
Outro ponto debatido no seminário foi a estigmatização do povo indígena e a violência ligada ao comportamento do jovem. Assim, foram criadas apenas políticas de repreensão, e não de prevenção. E isso reflete os problemas existentes no Brasil. O estudante de Ciências Sociais, Luis Antônio da Silva Soares, é natural de Recife e explica que a cidade não contribui para o desenvolvimento regional. ''As políticas públicas são tímidas e não atingem a todos. Ainda é necessário muito trabalho'', opina.
Hoje os debates giram em torno da cultura e da sociabilidade juvenil. O evento começa às 8h30, no Teatro da Reitoria da UFPR.

mockup