O delegado Valdir Fernandes, do 3º Distrito Policial (DP), prosseguiu ontem com os depoimentos de familiares das duas jovens mortas no Jardim Columbia (Zona Oeste de Londrina), na última quinta-feira. Andréa Jesus de Cabral, 21 anos, estudante do primeiro ano do curso de Serviço Social na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Rúbia Graziele da Silva, 19, foram assassinadas a tiros em uma estrada de terra localizada ao lado da universidade.
De acordo com o delegado, tudo a leva a crer que o crime tem a ver com o tráfico de drogas. ''Os indícios são de que Rúbia estava envolvida com drogas. Até onde apuramos, Andréa entrou de inocente na história e sua morte foi uma queima de arquivo''. Fernandes disse ainda que a polícia trabalha com a hipótese do crime ter sido cometido por duas pessoas, já que foram encontrados projéteis de duas armas diferentes nos corpos das garotas, de calibre 32 e 38. Hoje de manhã o delegado prosseguirá com os depoimentos.
Na semana passada, a tia de Rúbia, a dona de casa Lucimara Pereira da Silva, 31 anos, confirmou que a jovem era viciada em drogas. Ela acompanhou a mãe de Rúbia, a desempregada Roseneide Aparecida da Silva, em depoimento ao delegado Fernandes. Segundo Lucimara, Rúbia esteve presa cinco meses por furto no ano passado.
Amanhã, quando o crime completa uma semana, os amigos de Andréa que integram o Diretório Central dos Estudantes (DCE), da qual a universitária fazia parte, farão um ato ecumênico, às 19h30, no campus da universidade. Eles sairão do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) com velas acesas e caminharão até a capela, onde será realizada uma missa de 7º Dia.

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