Jovens ficam no CDR até Educandário ser reformado
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de maio de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os 30 adolescentes infratores que foram transferidos do Centro de Socioeducação (Cense) de Londrina - o Educandário - para o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) na madrugada de sábado, após a rebelião registrada na unidade, deverão permanecer na prisão por 15 dias. Ontem, começou a ser apurado a extensão dos estragos que, segundo o escritório regional da Secretaria Estadual de Obras, foram enormes.
A mais longa rebelião no Educandário durou sete horas (das 21 horas às 4 horas) e envolveu 30 dos 55 internos. Os rebelados teriam aberto uma algema usando uma chave artesanal para render dois educadores, que foram feitos reféns junto com cinco adolescentes. Todos os envolvidos foram transferidos para uma ala isolada do CDR, que abriga apenas presos condenados. A expectativa era de que fossem transferidos ontem para unidades que atende adolescentes infratores em outras cidades. No entanto, segundo a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, eles devem ficar por 15 dias na penitenciária e retornam para o educandário se a reforma estiver concluída. Caso contrário, o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) deverá remanejá-los para outras unidades. Os outros 25 internos continuam em duas alas do Cense que têm certa condição de uso.
O engenheiro da Secretaria Estadual de Obras Públicas em Londrina, Valmir Matos, esteve no Educandário ontem. ''O estrago foi enorme. Todos os 40 alojamentos foram queimados, assim como a biblioteca, o consultório odontológico, corredores, enfermaria. Pias e vasos foram quebrados, o telhado foi danificado. Tudo que eles puderam foi destruído'', comentou. Matos espera concluir o levantamento até amanhã para enviar as necessidades e o custo da reforma para o Governo. Depois, será necessário aguardar a liberação dos recursos para, só então, iniciar o trabalho.
Pela Agência Estadual de Notícias, a secretária estadual da Criança, Thelma Alves de Oliveira, garantiu que os internos envolvidos diretamente na rebelião não ficarão impunes. De acordo com ela, seis deles têm mais de 18 anos e, assim que ficar comprovada a participação efetiva deles, serão responsabilizados criminalmente pela destruição do prédio e pelas agressões sofridas pelos reféns. ''Os adolescentes que já alcançaram a maioridade responderão por tentativa de homícidio.''


