Jovens ficam feridos em troca de tiros com PM
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sexta-feira, 08 de agosto de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Um confronto entre policiais de Rone equipe especial do Pelotão de Choque da Polícia Militar e moradores da favela Pantanal (zona oeste de Londrina) acabou em tiroteio. Dois homens foram feridos. Um deles, André Luiz Requia, 21 anos, foi atingido nas costas e pode ter dificuldades de locomoção. O comando da PM abriu inquérito administrativo para apurar o caso.
A troca de tiros aconteceu por volta das 22 horas de anteontem, após a equipe da Rone entrar na favela. Os três policiais deixaram a viatura e seguiram pelo bairro a pé com intuito de abordar suspeitos. Eles se depararam com três homens armados e deram voz de prisão.
Segundo a PM, os suspeitos responderam com tiros e a polícia revidou. Além de Requia que estaria armado com uma pistola 765 os tiros atingiram Luciano do Prado Silva, 21 anos, ferido no calcanhar. Um dos homens fugiu. Nenhum policial foi ferido. Requia foi levado ao Hospital Universitário, onde permanece internado em estado regular. Segundo a assessoria do hospital, ele levou cinco tiros. Como uma das balas atingiu a coluna, ele pode ter complicações motoras.
O outro rapaz, Luciano do Prado Silva, foi atendido pelo Siate, medicado no local, e encaminhado ao 2º Distrito Policial onde permanecerá detido. Ambos vão responder por crime de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Segundo o delegado Marcelo Sakuma, a polícia já identificou o terceiro suspeito.
O sub-comandante da PM de Londrina, major Devaldir Amadei, disse ontem que a corporação abriu inquérito para apurar a conduta dos policiais. ''Como houve vítimas, vamos apurar se houve excesso'', disse.
O major adiantou, no entanto, que as armas apreendidas tinham indícios de tiros disparados. Segundo ele, quatro tiros foram deflagrados da pistola e um do revólver. Quanto ao fato dos policiais estarem a pé, ele afirmou que é uma estratégia para chegar aos suspeitos sem serem notados.
A presença de equipes da Rone no local é uma determinação do comando desde que a guerra entre gangues das favelas Pantanal e Nossa Senhora da Paz acirrou-se. No início do mês, duas pessoas foram assassinadas nas imediações. ''Vamos continuar com policiamento 24 horas por dia até que reine a paz naquele local'', afirmou o major.


