Jovens estrangeiros visitam o PR
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de julho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
Antes de viajar ao Brasil, Tamsin Martini, 14 anos, de Geelong (Austrália) tomou vacinas contra a Malária, Febre Amarela, Hepatites A e B e febre Tifóide. Assim como os demais australianos, a garota acreditava que iria encontrar um país com uma selva abundante e se preocupava com a possibilidade de contrair doenças e sua segurança pessoal. Tamsin Martini faz parte de um grupo de 14 adolescentes com idade entre 13 a 15 anos que participa de um intercâmbio promovido pelo Convivência Internacional de Jovens (Cisv), uma entidade presente em 100 países.
Nesta semana, adolescentes de Geelong e Detroit (Estados Unidos) visitaram diversos pontos turísticos de Londrina como o Lago Igapó campus da Universidade Estadual de Londrina e Parque Arthur Thomas. Segundo o monitor dos jovens americanos, César Scalassara, os jovens permanecem um mês na casa de famílias londrinenses, onde têm contato com o modo de vida brasileira.
Neste ano, o Cisv londrinense irá receber crianças e adolescentes de mais de 16 países, segundo Juliana Germanovix, 22 anos, monitora de uma turma de 14 adolescentes de Geelong (Austrália),
Pela primeira vez no Brasil, Tamsin ficou supresa com as grandes cidades que encontrou, diferentes da idéia de uma grande Amazônia, como imaginam seus conterrâneos.
As pessoas são mais amigáveis. A forma de se cumprimentar foi o que mais me chamou a atenção. Aqui as pessoas se beijam bastante, mas na Austrália as pessoas costumam se cumprimentar com um simples aperto de mão, disse ela. Juliana Germanovix disse que a proposta do Cisv é fazer com que os jovens vivenciem a vida familiar brasileira.
Loyce Turpin, monitora do grupo vindo de Detroit, achou o Brasil muito limpo e hospitaleiro e gostou das flores, apesar do país estar num período de inverno. O que chamou sua atenção foram os catadores de papel, personagem urbano que não existe em seu país. Loyce Turpin disse ainda que ficou supresa com o tamanho da cidade de Londrina. Por ser uma cidade nova, com 64 anos, Loyce não imaginava que fosse encontrar uma cidade grande e moderna.


