Jovens estão em maioria no setor
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sábado, 19 de julho de 1997
Da Redação 
Milton DóriaSatisfeitoO costureiro Moisés dos Santos: Profissão é muito gratificanteNas indústrias de confecções de Londrina, a maioria dos recém-contratados é formada por adolescentes e jovens do sexo masculino. Eles têm entre 16 e 21 anos, são solteiros, e ainda cursam escolas do 2º grau. Outro traço comum entre eles: ou estão no primeiro emprego ou foram contratados depois de longos meses de desemprego.
É o caso de Cinomar Alves, 19 anos. Depois de seis meses procurando emprego por toda a Cidade ele foi contratado, há quatro meses, por uma indústria de confecções, para trabalhar como prensador e passador de roupas. Nunca tive um emprego fixo antes. Fazia bicos, como autônomo, mas fiquei muito tempo parado, sem ter o que fazer. A situação está muito ruim para o trabalho em Londrina, explica.
Milton DóriaAprendizadoO prensador de roupas Cinomar Alves: primeiro emprego fixo
Ele se diz contente com o tipo de tarefa que exerce na fábrica de calças e bermudas jeans. Eu não tinha uma profissão, aprendi o serviço aqui dentro da indústria e estou muito satisfeito por isto. O trabalho é tranquilo, já tenho uma profissão, e o salário é bom, comenta Cinomar Alves. O pessoal daqui é muito amigo, tanto as mulheres quanto os homens. Nunca sofri nenhum tipo de discriminação, nem na fábrica nem fora dela.
Moisés Antonio dos Santos, 21 anos, trabalha como costureiro há quase três anos. Antes de encontrar o atual emprego ele havia sido demitido de um supermercado e ficado desempregado também por meio ano. Aprendi a montar e costurar roupas aqui na fábrica. Todos os colegas sempre me deram o apoio necessário e nunca me discriminaram. Estou me dando bem na nova profissão, ela é muito gratificante.


