Jovens e adultos estudam em condições precárias
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A demora na entrega do imóvel do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos de Londrina (CEEBJA) faz com que os alunos da instituição enfrentem condições precárias no prédio atual, localizado na Rua Benjamin Constant, área central de Londrina. A nova estrutura ficará na Avenida São Paulo, no local que um dia abrigou a 6ª vara do trabalho, também no centro da cidade. A obra deveria ter sido entregue em março, mas alguns problemas foram surgindo conforme a reforma era realizada e a inauguração foi adiada para o segundo semestre.
O imóvel atual, que abriga o centro de educação desde 1993, apresenta, entre problemas, falta de acessibilidade e situação precária dos banheiros. Logo na entrada do prédio, a escada é um obstáculo impossível de ser transposto por cadeirantes. Não há rampas, elevadores ou escadas rolantes que possam dar acesso a quem possui dificuldades de locomoção.
Uma aposentada de 60 anos que pediu para não ter o seu nome divulgado contou que tem problemas no quadril e sente dores intensas toda vez que sobe as escadas para acessar o Centro Estadual e para ir ao banheiro. "Sou cardíaca e não posso fazer muito esforço que já sinto mal", acrescentou.
A aluna Lenice Gomes, de 44 anos, relatou que observa a dificuldade de várias colegas para subir a escadaria. "Eu já vi o prédio onde vai ser o novo CEEBJA. Vi que lá é muito melhor para quem possui necessidades especiais. Lá tem rampas e é mais aberto", observou.
O espaço também não possui uma cantina, nem uma sala de espera para os alunos, fazendo com que eles se espremam nos corredores e na área de circulação. O prédio carece ainda de mais recursos, como um laboratório de informática, biblioteca mais ampla e sala de professores mais confortável.
Transtornos
O prédio do CEEBJA fica em uma área que não é o mais apropriado para uma escola, já que pela via circulam muitos ônibus e a poluição gerada pelos veículos é muito grande. O último problema enfrentando pela comunidade escolar é uma obra realizada no térreo, fachada e calçadas do prédio - a instituição escolar funciona no piso superior.
"Certo dia eles retiraram a calha e começou a entrar água no prédio. Depois eles começaram a perfurar as paredes e muitos cacos caíam aqui dentro. Os professores foram obrigados a dar aulas com as janelas fechadas, mas o calor ficou insuportável, pois o ambiente ficou abafado", relatou a diretora auxiliar Marlene Aparecida de Lima Lourenço.
O aluno Gabriel Siqueira Lima, de 20 anos, também observou os problemas de acessibilidade da escola, mas afirmou que o maior problema está relacionado ao barulho da reforma, que se soma aos dos ônibus e veículos que circulam por lá.
O responsável pela reforma afirmou que já foi realizada uma reunião com a direção do CEEBJA e e feito um acordo. Foram retirados os andaimes, a entrada do prédio foi liberada e as pastilhas serão colocadas durante a noite. O barulho também será reduzido em relação às outras semanas. "Já foi tudo solucionado", garantiu.
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