Jovens do sexo masculino são os recordistas em acidentes
Um cidadão do sexo masculino, idade entre 25 e 34 anos, 1º grau completo, condutor com habilitação para dirigir carro de passeio, proprietário de veículo. Estas características definem o perfil do motorista que mais se envolveu em acidentes de trânsito em Curitiba nos primeiros três meses deste ano. É gente comum, normalmente cumpridora de seus deveres e responsabilidades, que, no trânsito, acaba se permitindo uma escorregadela. Certas folgas ou excessos que resultam em acidentes e até em mortes, diz o comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPtran), coronel Ivan Fonseca.
As informações relativas a este perfil constam em relatório editado pelo BPTran e, para o coordenador do Cidadão em Trânsito e diretor da Diretran, José Álvaro Twardowski, estão servindo para mostrar que a maioria das pessoas que rodam pela cidade é gente muito comum, que nem sequer imagina a possibilidade de estar metida no meio de um acidente de trânsito.
Nos últimos anos, o BPTran vem dando maior ênfase a este tipo de análise de perfil, justamente com a intenção de direcionar a fiscalização e o trabalho educativo. Com os dados levantados, conseguimos mostrar, por exemplo, que o infrator profissional, que muita gente julga ser maioria no trânsito, não existe, diz.
De acordo com o coronel Fonseca, o grande número de jovens envolvidos em acidentes é apenas uma entre outras tantas informações relevantes apontadas pelo relatório. A pouca idade, na opinião do comandante, justifica boa parte das ocorrências registradas. Entre os 25 e os 34 anos, muitos motoristas estão tendo o primeiro contato com o carro. A inexperiência e a natural falta de conhecimento sobre o veículo podem muito bem gerar um acidente.
Um raciocínio parecido pode ser feito com o quesito grau de instrução. Conforme explica o comandante do BPtran, pessoas que têm o 1º Grau, possuem, em geral, um entendimento limitado da lei e dificuldade para compreender a sinalização. Muitos motoristas acham que estar na direção significa simplesmente colocar um carro para funcionar. O trânsito pede um entendimento mais amplo e uma responsabilidade muito maior, comenta.
Um dado curioso publicado no relatório mostra ainda que uma expressiva fatia de motoristas envolvidos em acidentes tem mais de 15 anos de carteira. Neste caso, eles pecam não pela juventude ou falta de conhecimento, mas pelo excesso de confiança. No primeiro trimestre de 99, 1.144 pessoas de um total de 4.273 pesquisadas em acidentes dirigiam há mais de 15 anos. Outras 949 tinham entre seis e 15 anos de volante e apenas 116 não tinham a Carteira Nacional de Habilitação.
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