Aproximadamente 400 pessoas, de 13 a 25 anos, moradoras em vilas rurais do Oeste do Paraná participaram ontem de um encontro em Foz do Iguaçu para discutir as dificuldades da juventude dentro do programa desenvolvido pelo governo estadual. As discussões passaram por temas como a falta de estrutura para o lazer dos jovens, mercado de trabalho, alcoolismo e uso de drogas.
Reunidos no Fórum das Américas, os participantes, de 22 vilas rurais de 20 municípios da região, formularam um documento que será entregue ao governador Jaime Lerner (PFL) e aos órgãos do Estado ligados ao projeto. Eles destacaram, por exemplo, a necessidade de construção de campos de futebol, espaços para a realização de cursos profissionalizantes e de atividades culturais. Segundo a técnica Jussara Walkowicz, da Emater, atualmente o número de comunidades que dispõe da estrutura reivindicada é muito pequena. Ela destaca o exemplo dos jovens da vila rural de Missal (85 km a nordeste de Foz do Iguaçu) que ‘‘resolveu agir’’ sem esperar ajuda do poder público. Sobre o uso de tóxicos, ela afirma que ‘‘uma parcela pequena de jovens se envolve nesse tipo de problema, mas é importante a gente tratar a questão jᒒ.
Apontado como coordenador do grupo, Luis Moraes, 24 anos, avalia o intercâmbio promovido no evento como um alerta para os adolescentes. Na opinião dele, muitas vezes o adolescente fica sem opção de lazer dentro da área agrícola, mas isso não deve ser motivo para o uso de entorpecentes.
‘‘Não dá para esperar pelos outros. Por isso nós já construímos um campo de futebol e um galpão para atividades de confraternização’’, disse o integrante da Juventude Unida com Cristo.

mockup