Jovem troca droga por religião
Jovem troca droga por religião
Albari RosaDe uma família de classe média, o menor J.M.L. não tem medo de briga. Numa briga de gangues, todo mundo bate e todo mundo apanha.As drogas e a galera custaram caro para o estudante E.R., 18 anos, um jovem alto, olhos azuis, que poderia ser o sonho de qualquer menina da escola. Longe disso. Ele é a encarnação viva do garoto problema. Conforme a diretora do Colégio Benedito João Cordeiro, Maria de Lourdes, ele teria dificuldades para passar de ano.
Mas a aprovação na escola era o menor dos problemas do garoto. Surpreendido pelo patrão cheirando tinner, foi imediamente despedido. Ao chegar em casa, discutiu e brigou com o pai. O que mais me dói, me dá vergonha, é ter colado o brinco do velho (batido no pai), conta. Os socos lhe custaram a expulsão de casa e a recusa do perdão do pai, que não o considera mais um filho. Sinto por não ter o perdão dele.
Albari RosaEm busca do perdão do pai, o estudante E.R. se apegou à Igreja Católica e diz que luta para abandonar as drogasA briga familiar, ocorrida no mês passado, foi o final de uma história que começou cinco anos antes, quando E.R. começou a fumar maconha. Aos 15, com os colegas de escola, experimentou crack, depois cocaína, cola de sapateiro e todo o resto, como ele mesmo define.
Quando conversou com a Folha, E.R. não usava drogas há três dias. Disse que iria procurar uma clínica e que mudaria de vida para reconquistar a confiança do pai, o que ele considera mais importante na vida. Sou de igreja, sou católico e vou me apegar a isso (a religião), conta ele, que vai à missa todos os domingos pela manhã. O aluno diz que dificilmente vai mudar de amigos. As más companhias podem custar o perdão do pai, embora, como E. diz, a gangue tenha gente careta também. J.A.





