Jovem tem dificuldades para seguir o tratamento de alergia
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sexta-feira, 28 de novembro de 1997
Londrina 
Dorico da SilvaAdolescente sofreA médica Loreni Kovalhuk: Com alergia respiratória, o jovem se sente excluído do meio socialDoenças Respiratórias do Adolescente foi o tema de abertura do pré-congresso que fez parte do 1º Congresso de Adolescência do Cone Sul, que começou ontem na Associação Médica de Londrina. A endocrinologista Loreni Carneiro Kovalhuk, mestre em Alergia e Imunologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), falou sobre alergia em adolescentes.
Loreni lembrou que as alergias respiratórias não são exclusividade dos jovens: a manifestação da doença ocorre, independente da faixa de idade, quando há uma soma de fatores genéticos e ambientais. O problema, aponta a médica, é que o adolescente tem dificuldade em seguir um tratamento corretamente e, por isso, a alergia acaba surgindo mais cedo.
É difícil o jovem entender que necessita ser tratado. Por isso, acaba fazendo um tratamento irregular e a doença piora. A alergia respiratória se manifesta, basicamente, de duas formas: a irritação no nariz, que provoca espirros e mal-estar. Também pode alcançar o pulmão, provocando tosse e falta de ar. A doença está em ascensão, tanto em países desenvolvidos quanto subdesenvolvidos.
No caso do adolescente, o problema se torna mais complexo porque muitas vezes ele pode acabar se sentindo diferente dos colegas de escola. Dependendo do estágio da doença, ele pode espirrar demais ou ter que usar as bombinhas inaladoras para asmático; ou então ter um desempenho físico menor do que os outros, em função da dificuldade na respiração. Isso tudo pode fazer com que ele se sinta diminuído.
O adolescente se sente embaraçado perto dos colegas e, por isso, excluído do meio social, aponta a médica. Para piorar, não raramente a doença pode interferir na concentração e, consequentemente, no rendimento escolar - estado conhecido também como morbidez.
A médica observa que o melhor caminho é mostrar ao jovem a necessidade do tratamento e dividir com ele a responsabilidade de alcançar bons resultados. Hoje, ela explica, os medicamentos estão cada vez mais avançados, sendo possível controlar a doença e levar uma vida normal.
(Lúcio Horta)


