A vida vale bem mais do que a liberdade. Pelo menos é assim que pensa o jovem Paulo Sérgio da Silva, de 21 anos. No início desta semana ele foi detido pela polícia, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina) e trazido até a 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, porque estaria fazendo ameaças a avó. Quando estava sendo ouvido pela delegada do 1º Distrito Policial, Waldete Testone, Paulo afirmou que teria matado um rapaz em 1998 e que estava confessando o crime por medo de continuar nas ruas e também ser assassinado, já que vinha recebendo ameaças de morte.
Segundo a delegada, o crime que o jovem afirmou ter cometido ocorreu em 9 de novembro de 1998. O ex-presidiário Israel Gervásio de Morais foi morto na rua Guaporé (área central), com três tiros, depois de ter acompanhado um colega a uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF). O jovem, cuja família mora no Assentamento João Turquino (zona oeste), disse que recebeu R$ 300,00 para cometer o homicídio a mando de J.S.L.. O mandante estava presente no local do crime e também estava armado.
Paulo Silva contou à delegada que Israel teria participado do sequestro de um irmão de J. em outubro de 1998. Familiares registraram queixa à época relatando que três homens armados invadiram a residência no bairro Campos Verdes, em Cambé, e sequestraram o rapaz, que nunca mais foi visto. Uma ossada foi encontrada numa área isolada do João Turquino, um ano depois, e a delegada acredita que pode se tratar dos restos mortais da vítima. Segundo informações do 1º Distrito de Cambé, J.S.L. foi morto a tiros em fevereiro deste ano.
A delegada disse que checou todos os detalhes repassados por Paulo e praticamente todos foram confirmados. Existe a certeza de que o jovem efetivamente estava presente no momento do crime, mas falta comprovar se foi realmente ele quem atirou contra Israel. ''O caso estava insolúvel e iria ser arquivado, porque não havia mais pistas para seguir'', ressaltou Waldete.
Ainda ontem, a delegada representou pela prisão temporária do rapaz. Segundo Waldete Testoni, tanto Paulo Silva quanto os demais envolvidos tinham passagens pela Polícia.

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