O presidente da Comissão de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu, Romeu Olmar Klich, diz que a prostituição e o tráfico de menores brasileiras para o Paraguai atingem níveis alarmantes. Ele avalia que em alguns municípios, como nas regiões de Hernandárias e Santa Rita (municípios paraguaios localizados num raio de 150 quilômetros de Foz do Iguaçu) o problema é mais grave.
Klich destaca o caso da menor L.K., de 16 anos, natural de Rondônia. Ela foi vendida por 200 mil guaranis (moeda paraguaia que equivale a cerca R$ 100,00) ao dono de um prostíbulo. Cada programa, segundo revelou a adolescente, custa em média R$ 15,00. Porém, as garotas recebiam cerca de R$ 2,50.
‘‘Além de ser obrigada a se prostituir, as meninas tinham que fazer o cliente consumir uma cota mínima de bebidas. Se não houvesse essa consumação, a garota era obrigada a pagar a diferença’’, diz L.K.
A adolescente conta que as meninas ainda têm que pagar para viver nos ‘‘quilombos’’. Por esse motivo, todas as meninas têm dívidas com o dono do negócio. ‘‘Muitas meninas querem voltar ao Brasil, mas não podem porque os donos das boates não deixam’’, afirma L.K. Segundo um levantamento da Comissão, muitos dos donos dos ‘‘quilombos’’ são brasileiros. (A.F.)

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