O corpo da adolescente Talita Valentim dos Santos, 14 anos, foi sepultado na manhã de ontem, na zona leste de Londrina. A garota foi morta pouco depois das 3 horas da manhã de domingo, após ser atingida por três tiros numa rua do Conjunto Maria Cecília (zona norte). Ontem, o delegado do 5º Distrito Policial, José Arnaldo Peron, ouviu as duas outras meninas que estavam com ela no momento do crime e foram feridas na perna. A polícia já apurou que Talita recebeu ameaças de morte pelo telefone celular.
Segundo relatou o delegado, as amigas F.A., de 17 anos, e N.C.C., de 15 anos, disseram que haviam saído de um show de hip-hop num clube do Conjunto Maria Cecília (zona norte) e estavam esperando um ônibus. De acordo com as duas, elas estavam sentadas no meio-fio com outras amigas quando um homem que também estava sentado na calçada se levantou, pegou no braço de Talita e disse: ''você me deve uma pedra (crack)''.
Nesse momento, segundo as amigas, o rapaz sacou de uma arma e começou a disparar contra a menina. As amigas tentaram fugir correndo e F.A. e N.C.C. acabaram sendo feridas nas pernas. As amigas da vítima declararam ao delegado que não tinham condições de identificar o autor do homicídio porque o local estava escuro.
O delegado já apurou que Talita teria recebido ameaças de morte pelo telefone celular ao menos uma vez na noite do crime. Peron investiga se a garota tinha envolvimento com drogas e se o crime tem ligação com o namoro dela com o adolescente conhecido por ''Rafinha''. Ele é morador do Jardim Pantanal (zona oeste) e suspeito de ter envolvimento em diversos homicídios cometidos no ano passado. Mesmo com a escassez de informações repassadas pelas amigas de Talita, o delegado já tem um suspeito de ter praticado o crime.
Equipes de investigação da 10 Subdivisão Policial também passaram o dia em diligências pela Vila Nova (região central), à procura do suspeito de assassinar Carlos Roberto de Lima, de 29 anos, na madrugada de domingo. O indício mais forte, segundo o investigador-chefe do Setor de Furtos e Roubos, Francisco de Assis, é de que a morte esteja relacionada a uma briga que houve momentos antes num bar próximo ao local do crime.

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