Jovem que matou família em roleta paulista estava bêbado
Jovem que matou família em
roleta paulista estava bêbado
Luciano Galli, de
4 anos, morreu
ontem, depois de
vários dias na UTI
James Alberti
O menino Luciano Vitor Galli (foto), de 4 anos, que respirava com a ajuda de aparelhos na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Cajuru e estava com morte cerebral declarada após um acidente de trânsito, ocorrido no sábado passado em Curitiba, morreu ontem de madrugada. A mãe da criança, Berenice Carvalho, 30 anos, saiu da UTI ontem, mas continua internada. Luciano foi enterrado no final da tarde, no Cemitério Água Verde, ao lado do pai, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos, que morreu minutos depois do acidente e tinha sido sepultado no domingo.
O delegado da 2ª Delegacia de Trânsito, Dirceu Nascimento, pode pedir hoje a prisão preventiva do chacareiro Wladimir Polli, 21 anos, acusado de provocar o acidente. Nascimento disse que o exame do Instituto Médico Legal confirmou que Polli dirigia embriagado, com 1,15 gramas de álcool por mililitro de sangue - quase o dobro do permitido. Polli é acusado também de fazer roleta paulista (furar sinais vermelhos em sequência).
Ontem o advogado que representa a família das vítimas, Alcides Bittencourt Pereira, apresentou duas testemunhas que confirmaram ter visto Polli furar os sinais vermelhos e dirigir em alta velocidade. A declaração complica a situação do chacareiro.
Pereira acredita que a prisão deve ser decretada após o depoimento de outras duas testemunhas que ele pretende apresentar hoje. Polli deixaria, então, de responder por crime culposo e responderia por crime doloso, sendo julgado por júri popular.
O acidente aconteceu na madrugada de sábado, por volta das 2 horas, na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Brigadeiro Franco, no Centro. Polli foi preso em flagrante e levado à 2ª Delegacia de Trânsito, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 130,00. O advogado do acusado, Júlio Militão da Silva, disse que seu cliente é um agricultor e não um playboyzinho, que joga com a vida.
A liberação do chacareiro provocou revolta dos familiares de Galli. O delegado disse que não manteve Polli preso porque não havia testemunhas e porque a Polícia Militar não havia feito o teste de bafômetro.





