Jovem que confessou crime será julgado como menor
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um dos dois menores que confessram o assassinato da estudante universitária Ana Cláudia Caron, 18 anos, atingiu a maioridade cinco dias após o crime, ocorrido na terça-feira, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a lei, o jovem, que agora tem 18 anos, vai sofrer medidas sócio-educativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, porque é considerada a idade que o rapaz tinha quando roubou, raptou, violentou, assassinou e queimou o corpo da estudante, juntamente com outro menor de 15 anos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os laudos da perícia técnica no carro da estudante, um Fiat Palio azul - encontrado carbonizado, na sexta-feira - e ainda do Instituto Médico Legal devem sair dentro de 30 dias. Mesmo prazo para conclusão do inquérito policial, que será encaminhado ao Ministério Público. Foram presos preventivamente o traficante Weryckson Ricardo Ponte, 19, e Ângela Ferraz da Silva, 22, namorada do jovem de 18 anos. Segundo a polícia, a arma do crime estava com Ponte e os pertences de Ana Claúdia foram encontrados na casa de Ângela, mesmo local onde ficou escondido o carro da jovem antes que fosse queimado.
Para o pai de Ana Cláudia, o comerciante Paulo Caron, de 53 anos, quem comete um crime hediondo deveria ser penalizado com prisão perpétua. ''A lei tem que ser igual para todos, não deveria haver diferenciação em se tratando de um crime dessa natureza. Não interessa se é um menor. Se ele teve a consciência do que fez, também deverá ter consciência para sofrer as penalidades'', opina. ''Esperamos que a justiça cumpra o seu papel. Se alguém tira a vida de uma pessoa, não tem mais direito ao convívio social, deve ser excluído'', acrescenta


