Um crime bárbaro desvendado anteontem à noite pela Polícia Civil de Assis Chateubriand gerou tanta revolta que por muito pouco o autor confesso não foi linchado dentro da delegacia da cidade. Na madrugada do primeiro dia do ano, a doméstica Roseli Soares Nunes Felipe, 24 anos, foi estrangulada pelo ex-namorado, o tratorista Marcelo Andrade, 19 anos, que, em seguida, jogou o corpo de uma ponte.
Conforme o superintendente da 48 Delegacia Regional de Polícia em Assis Chateubriand, Natalino Batista de Souza, Roseli teria saído de casa na noite do dia 31 de dezembro com destino ao centro da cidade. Lá, teria se encontrado com Andrade e saído de carro com ele. Desde então a jovem não foi mais vista. No dia 2 de janeiro, a família da doméstica registrou queixa sobre o desaparecimento e levantou as suspeitas contra o tratorista, um ex-namorado da jovem. Há alguns meses, Roseli teria procurado a polícia para denunciar que estaria sendo ameaçada pelo rapaz.
Desde a notícia do desaparecimento, a polícia começou a fazer buscas pela região mas o corpo da doméstica só foi encontrado na noite de ontem, no leito do Rio Verde, entre as comunidades rurais de Jesuítas e Formosa do Oeste. A perícia apontou que Roseli teria sido vítima de estrangulamento.
Conforme o superintendente da delegacia, nos primeiros depoimentos o rapaz negou envolvimento no crime mas acabou confessando que havia matado a ex-namorada e que havia jogado o corpo da ponte sobre o Rio Verde, de altura de quase 20 metros. ''Se ela ainda estivesse viva, provavelmente teria morrido na queda'', comentou o policial.
Mesmo confessando o crime, o rapaz foi liberado na noite de quinta-feira por não haver mais o flagrante e porque não havia mandado de prisão contra ele. ''Fizemos a nossa parte mas não tínhamos como deixá-lo preso'', argumentou o superintendente. Apenas na manhã de ontem, o delegado titular, Roberto Luiz Camargo, obteve a ordem de prisão preventiva. Ao saber disso, familiares e dezenas de colegas de Roseli se concentraram em frente à delegacia e ameaçaram invadir o prédio para tentar linchar o preso. Por questões de segurança, o tratorista foi transferido para uma outra delegacia da região.

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