Jovem machuca joelho e morre de infecção
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
A família do adolescente Sidnei Gomes de Almeida, 15 anos, não se conforma com a morte do menor, na manhã de ontem, e pode pedir abertura de inquérito policial. Sidnei morreu no Hospital Universitário de Londrina, para onde foi encaminhado no domingo, com facite necrolizante (gangrena) e septecemia depois passar cerca de uma semana com gesso na perna. Sidnei será enterrado hoje, às 9h15, no cemitério Jardim da Saudade, na zona norte da cidade.
Segundo os familiares, Sidnei era um garoto saudável até terça-feira da semana passada, quando, ao fazer educação física na escola, se chocou com um outro colega, batendo o joelho. O pai dele o levou para o hospital Ortopédico, onde tiraram água do joelho e engessaram a perna. Aí ele começou a sentir dor até que ontem (anteontem) não aguentou e pediu para a gente tirar o gesso. Quando tiramos, a perna dele tava inchada e começando a pretejar, disse a mãe, Jacina Gomes da Silva.
Segundo ela, o pai o levou novamente ao Hospital Ortopédico, onde o menino ficou internado. Quando eu fui vê-lo, à tarde, ele tava com febre alta. E quando tava chegando em casa, ligaram do hospital avisando que estavam levando o Sidnei para o HU, contou. Eu não sei o que aconteceu, só sei que meu filho era forte, nunca teve doença e agora está morto, lamentou.
A assessoria de imprensa do HU disse que o adolescente chegou ao hospital e foi internado diretamente na UTI. Segundo a assessoria, o médico que o atendeu detectou a infecção no joelho e decidiu pela amputação da perna na altura do fêmur, mas já era tarde.
Segundo o médico ortopedista Lafayette Marques Guimarães, diretor do Hospital Ortopédico, foi ele quem atendeu o garoto na semana passada e só voltou a ter notícias novamente ontem, depois da morte de Sidnei. Fiquei chateado e não tenho respostas para dar, sem fazer o diagnóstico do que aconteceu porque só estou sabendo disso agora, explicou. Segundo ele, no atendimento ao garoto todos os procedimentos padrões foram seguidos.
De acordo com o médico, casos de gangrena embora raros podem acontecem em ortopedia sem que haja uma explicação.


