Em abril deste ano o adolescente Anderson Tazima, de 16 anos, de Londrina, foi diagnosticado com anemia aplástica, que acontece quando a medula óssea produz em quantidade insuficiente os glóbulos vermelhos e brancos e as plaquetas. "Percebemos que o rendimento esportivo e a resistência dele começaram a cair. E ele praticava vários esportes: futebol, softbol, vôlei", relembrou o pai do jovem, o empresário Paulo Tazima. Eles procuraram ajuda médica e um hematologista constatou a aplasia de medula, que provoca a anemia aplástica.
Com os olhos marejados, Tazima contou que a solução seria um transplante de medula, no entanto, a dificuldade de achar um doador compatível é muito grande. A probabilidade de encontrar um doador compatível fora do núcleo familiar pode ser de uma em um milhão, pois os fatores étnicos possuem um papel fundamental. "Fiquei sabendo que entre o grupo étnico nipônico apenas 2,4% das pessoas são doadores de medula", disse, preocupado.
Ele explicou que a imunidade de seu filho está bastante baixa, por isso ele deixou de frequentar as aulas e também parou de praticar esportes. "Ele está em casa, descansando, mas a gente sabe que ficar isolado não é bom psicologicamente", ressaltou.
O empresário afirmou que antes desconhecia a doença e tampouco os procedimentos para a doação de medula óssea, mas agora tem buscado informações sobre o assunto. "Deus nos colocou nessa situação, mas eu tenho muita fé", declarou.
Durante a Expo Japão, realizada na Acel, uma equipe do Hemocentro Regional de Londrina, do Hospital Universitário, está fazendo o cadastro de doadores de medula óssea. A organização do Hemocentro escolheu a festa justamente porque há uma circulação muito grande de possíveis doadores da etnia japonesa. O estande fica aberto todos os dias até domingo.
No primeiro dia da Expo Japão, a nutricionista Sílvia Mayumi Adaniya já realizou o cadastro. Ela contou que é amiga de Anderson, ficou sabendo da campanha de doação e resolveu ajudar. O procedimento foi bastante rápido, em menos de dez minutos ela já tinha feito o cadastro. "A mensagem que eu tenho para passar para as pessoas é que vale a pena tentar salvar a vida de alguém. O Anderson é uma pessoa alegre, brincalhona. Eu quero muito que ele encontre um doador para que realize todos os seus sonhos", solicitou.
Segundo a técnica do Hemocentro, Rosane Higemberg, para ser doador de medula a pessoa deve ter entre 18 e 55 anos. "É bem simples. É só preencher o cadastro e depois fazemos a coleta de 4 ml de sangue. Com essa amostra fazemos o exame de sangue e seu cadastro ficará em um banco nacional, chamado Redoma. Muitas pessoas não se candidatam porque confundem a medula óssea com a medula espinhal. Nós não mexemos com a coluna", ressaltou. Depois de retirada, a medula óssea doada, que não é sólida, mas um líquido, será recomposta em apenas 15 dias.

Serviço
O estande do Hemocentro na Expo Japão fica aberto até domingo. Hoje, o funcionamento é das 10 às 22 horas; amanhã funcionará das 14 às 21 horas e no domingo, das 12 às 21 horas. Mais informações sobre o cadastro no Hemocentro do HU, pelo fone (43) 3371-2218 ou 3371-2465

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