Na bermuda, as marcas do disparo que não o feriu. Nas mãos, as algemas que não o deixaram fugir. Esse foi o desfecho da mais recente apreensão de um adolescente de 16 anos, da Zona Norte de Londrina. No início da tarde de ontem, ele cometeu um assalto a uma lotérica na Avenida Saul Elkind mas quando saía do estabelecimento com o revólver calibre 32 em punho e com R$ 210,00 em dinheiro foi surpreendido por uma viatura da Polícia Militar. O adolescente possui inúmeras passagens pelo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) e confirmou que praticou um homicídio recentemente.
''Tive que atirar porque havia a iminência de risco'', argumentou o soldado Felix, autor do disparo que atingiu a bermuda do garoto. Já na Delegacia do Adolescente, ele afirmou que assaltou a lotérica e que não trocou tiros com a PM porque sua arma era menos potente.
O adolescente disse que nos últimos oito meses já foi apreendido outras vezes por tentativa de roubo, porte ilegal de arma e simulação de assalto. No dia 8 de janeiro, ele contou que matou o desafeto Adeli Fernandes, 21 anos, com oito tiros de pistola 9 mm, no Conjunto João Paz (Zona Norte). ''Foi por causa de uma 'treta' que ele devia para mim'', desconversou.

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