Jovem foi assassinado por engano
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segunda-feira, 28 de março de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A 46ª morte por homicídio em Londrina aconteceu por um engano. Anderson Rodrigo Pardin, 22 anos, morreu ao ser atingido por pelo menos dois disparos de arma de fogo na noite de anteontem, no Conjunto Farid Libos (Zona Norte). Pardin não tinha passagens pela polícia e, segundo o autor do crime, um menor que se apresentou ontem à tarde à polícia, o alvo era um outro rapaz, conhecido por ''Mãozinha'', que estaria junto de Pardin.
De acordo com o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina e e responsável pelo 5º Distrito, Marcos Belinati, o crime ocorreu por volta das 20h30, próximo a uma sorveteria do bairro. ''Encontramos o corpo de Pardin caído na rua. A sorveteria estava fechada'', contou. Ainda segundo o delegado, testemunhas teriam visto um Fiat Palio de cor escura, provavelmente vinho, passando pelo local. ''Ao que parece os tiros foram disparados de dentro deste carro, com um revólver calibre 38'', afirmou. Os tiros atingiram o tórax da vítima, que morreu no local.
Segundo Belinati, Pardin trabalhava em um supermercado de Londrina. De acordo com informações dadas pela família aos investigadores, ele não tinha envolvimento com drogas. Isso fez com que a polícia trabalhasse, desde o início, com a hipótese de que ele tivesse sido confundido com outra pessoa.
O menor que confessou o crime se apresentou no início da tarde, prestou depoimento ao delegado operacional da 10 SDP Joaquim Antonio de Melo e foi liberado. De acordo com o delegado, ele já traz em sua ficha policial uma tentativa de homicídio ocorrida há aproximadamente seis meses, no Jardim Novo Amparo (Zona Norte). Melo informou que entraria com pedido de internamento provisório do menor.
Também se apresentou ontem o menor responsável pela morte de Eduilson Correa, 19 anos, no último dia 20. Correa foi encontrado morto por volta das 23h30, na Rua Belmiro Conceição, Conjunto Avelino Vieira (Zona Oeste), com três tiros que atingiram cabeça, costas e abdôme. O autor dos disparos revelou ontem em seu depoimento que matou porque vinha sendo ameaçado. Também neste caso, Melo iria representar pelo internamento provisório do adolescente.
Latrocínio Antônio Carlos Borin, 55 anos, foi sepultado na manhã de anteontem no Cemitério João XIII, no Centro de Londrina. Ele havia sido baleado na cabeça na manhã de sábado. A suspeita da polícia é de que Borin tenha sido vítima de uma tentativa de assalto. Segundo informações da administração do Hospital Evangélico, para onde ele havia sido encaminhado, Borin sofreu choque neurogênico e trauma craniano, morrendo minutos antes de ser operado pela equipe do hospital. Até o final da manhã de ontem, nenhum suspeito de envolvimento no crime havia sido indentificado. (Colaborou Silvana Leão)


