Curitiba A cidade de Foz do Iguaçu viveu dias de pânico esta semana. Primeiro, a previsão de uma vidente de que uma catástrofe ocorreria no dia 10 de junho e abalaria todo o município. Depois, as notícias começaram a ser espalhadas através de mensagens em telefones celulares. O autor não se identificava. A população começou a ficar ansiosa e preocupada. A chegada do dia 6 de junho de 2006 (prevista como data do nascimento do Anti-Cristo, segundo Nostradamus) piorou ainda mais o estado de espírito daqueles que recebiam as chamadas amedrontadoras.
Os informes chegaram até a Polícia Federal (PF). Com o telefone celular de uma jornalista que recebeu a mesma mensagem, peritos conseguiram chegar até o autor dos torpedos telefônicos em menos de 15 minutos. ''A cidade viveu momentos de terror. Todos andavam pelas ruas com medo, imaginando o que iria ocorrer no dia 10. Espalhar pânico é uma espécie de contravenção penal'', explicou o investigador Arthur Almeida, assessor da PF.
As escolas já pensavam em paralisar os desfiles programados para sábado, data do aniversário de Foz. Na mensagem verificada pela PF havia o informe de que um grande acidente destruiria parte do município com a explosão da Itaipu Binacional. Setenta e cinco toneladas de dinamite seriam usadas no desastre. ''O boateiro foi identificado e preso. Mas já está livre, mediante pagamento de fiança.'' A.A.A, 21 anos, terá que responder por contravenção penal por criar ''falso alarme''. Ele deverá ter que cumprir pena de prestação de serviços para a comunidade.

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