Jovem é preso por cárcere privado
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segunda-feira, 24 de julho de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Uma tentativa de crime passional que evoluiu para caso de sequestro e cárcere privado ainda é o assunto mais comentado no Conjunto Tamburi II, em Andirá (36 km a oeste de Jacarezinho). Os reféns foram liberados sem ferimentos e o sequestrador se entregou à polícia, mas a ousadia de um criminoso, aparentemente sob efeito de crack, e a humilhação de uma das vítimas ainda dominam as rodas de conversas.
Márcio José Batista, 19 anos, conhecido como Nenê Casquinha, invadiu armado com um revólver calibre 38 a casa da bóia-fria Celina Silva Bittencourt, 28 anos, ameaçando matar seu marido, o viajante Santo Lucas Bittencourt, 33 anos. Nenê Casquinha foi distraído pela bóia-fria, enquanto Santo fugia pela janela.
Imediatamente, o viajante acionou a Polícia Militar, que logo em seguida cercou a casa. Acuado, Casquinha se agarrou à suposta amante e ameaçou matá-la, apontando o revólver para sua cabeça. Também ameaçou atirar nas três filhas de Celina (que têm entre 2 e 6 anos). Aos brados, dizia aos policiais que iria matar a mulher e as crianças se o cerco continuasse. Por fim, solicitou a presença do delegado Mário Sérgio Bradock.
Se seguiram então, duas horas de negociação. Bradock convenceu Casquinha conhecido na região pela extensa ficha policial a se entregar. Às 6 da manhã, ele foi preso. Casquinha deve responder a inquérito por sequestro, cárcere privado e porte ilegal de arma. Ele já cumpriu pena por furto (um deles à igreja matriz) e assalto à mão armada. Também é acusado por homicídio e tráfico de drogas.
Em depoimento, o sequestrador disse que conheceu Celina há um ano e meio, quando trabalhava no corte de cana. Segundo ele, desde esta época Celina era sua amante. A bóia-fria negou o romance. O marido supostamente traído disse que permanece muito tempo longe de casa por causa do trabalho e que nunca desconfiou da esposa.


