Numa suposta troca de tiros com policiais militares das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), o adolescente Adriano Chagas do Nascimento, de 17 anos, foi morto com vários tiros na tarde de ontem, quando tentava se esconder num barracão na Avenida Brasília (perímetro urbano da BR-369), nos fundos da Vila Marízia (região central de Londrina). Momentos antes de morrer, ele teria praticado um assalto na zona oeste acompanhado de um outro rapaz não identificado. Com esta morte, subiu para 13 o número de homicídios registrados este ano em Londrina.
De acordo com o subcomandante da Rone, tenente Marcelo Israel da Costa Vieira, Adriano e o comparsa dele teriam assaltado uma empresa de venda de ração para animais localizada na Avenida Arthur Thomas (zona oeste), por volta das 14h30. Segundo os proprietários, os funcionários foram rendidos e trancados em uma sala. A dupla fugiu usando um veículo Gol branco da empresa.
Quando se aproximavam de uma favela nas proximidades da Vila Marízia, os dois foram surpreendidos por uma viatura da PM, conduzida pelo soldado Edison de Paula. Ele contou que a dupla revidou a abordagem a tiros. ''Eles fizeram de oito a 10 disparos mas nenhum acertou na viatura'', relatou. Em seguida, os dois assaltantes abandonaram o veículo na favela e se dividiram: Adriano foi em direção aos barracos e o outro entrou num ribeirão.
Policiais da Rone cercaram a área e localizaram Adriano no barracão, onde funciona um ferro-velho. O tenente Costa Vieira garantiu que o assaltante reagiu. ''Nós fizemos uma varredura no local, ele foi localizado, fez menção de atirar e acabou sendo morto'', comentou o subcomandante. Os policiais detiveram um segundo rapaz na favela, mas as vítimas não o reconheceram e ele foi liberado.
O perito do Instituto de Criminalística, José Denilson dos Santos, declarou que haviam pelo menos sete perfurações espalhadas pelo corpo de Adriano, provocadas por projéteis de pistola ponto 40. O cadáver estava caído atrás de uma porta, num cubículo similar a um banheiro. ''Junto ao corpo foi encontrado um revólver Rossi, calibre 38, com seis cartuchos intactos'', afirmou. Populares que se aglomeram no local do homicídio contaram que os policiais teriam chegado atirando na favela. A delegada do 1º DP, Thereza Possetti, ficou encarregada de investigar o homicídio mas não quis dar nenhuma declaração antes de ouvir os policiais.
Adriano morava no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé, e era bastante conhecido entre os policiais. Ele já tinha três passagens no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) por roubo. Somente na última semana, conforme informações da Divisão de Roubos e Furtos da 10 Subdivisão Policial, ele havia sido reconhecido em mais dois assaltos: a uma agência dos Correios e uma empresa de engenharia.

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