Jovem é morto durante tentativa de assalto
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domingo, 03 de junho de 2007
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Uma tentativa de assalto, na tarde de sábado, em Londrina, causou a morte de um jovem de 19 anos. Rafael Bernardino Ruiz foi baleado no abdome e morreu dentro de sua casa, ao tentar socorrer o pai, o advogado Alberto Melhado Ruiz, de 52 anos, que estava sendo agredido por assaltantes. Familiares e vizinhos estavam bastante abalados, ontem, durante o velório do rapaz, e pretendem deflagrar um movimento para pedir paz em Londrina.
Segundo informações da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, pai e filho estavam em frente da casa, lavando o carro, quando foram abordados, por volta das 15 horas, por dois assaltantes, um deles armado. A casa fica na Rua Vicente de Carvalho, no Jardim Presidente (Zona Oeste), área nobre da cidade.
Os dois assaltantes obrigaram pai e filho a entrar em casa, em busca de dinheiro. Lá dentro, o pai tentou reagir e foi bastante agredido, com coronhadas, por um dos homens. O filho, vendo o pai ser agredido, reagiu e tentou ajudá-lo. Os assaltantes atiraram e acertaram Rafael no abdome. O Siate foi chamado, mas já não havia o que fazer. O jovem morreu na hora. O pai foi atingido, de raspão, na cabeça, por uma bala.
Segundo alguns familiares, os assaltantes ainda permaneceram na casa por um tempo e ameaçaram matar toda a família. ''Eles falaram para a mãe: 'Matamos seu filho', e ameaçaram matar todos'', informou Marcos Antonio Bernardino, tio de Rafael.
Os criminosos saíram sem levar nada da casa, apenas o carro da família, um Clio vermelho placas AJV-6410, que foi abandonado na rua de cima. Segundo informações da PM, testemunhas viram que os bandidos fugiram em um Ômega cor vinho, com outros dois homens dentro. O Clio foi recuperado, e segundo a PM, estava sendo periciado ontem.
Segundo Bernardino, tio da vítima, a casa deles já havia sido roubada outras cinco vezes. ''É mais um retrato da nossa Londrina, em que acontece isso em plena tarde. Assalto agora não é mais à noite, ou escondido, é durante o dia. E a gente fica em choque, ele (Rafael) tinha uma vida toda pela frente'', afirmou o tio.
''Nós ficamos impotentes diante dessa violência. Mas temos que acreditar que haverá alguma solução, um dia, porque não adianta essa coisa de ter não sei quantos policiais em cada esquina'', disse Edson Pedro, primo da mãe de Rafael, Marilene Bernardino Ruiz, assistente social.
''O crime abalou a comunidade toda, porque toda a família era conhecida da vizinhança, eram pessoas da maior integridade'', afirmou, ontem, durante o velório, Rita de Cássia, vizinha e amiga da família. ''Queremos fazer um movimento pedindo paz em Londrina, para que coisas desse tipo deixem de acontecer. Não é o bairro que não tem mais segurança, é Londrina inteira que está violenta'', completou Rita de Cássia.
Rafael estava no primeiro ano do curso de relações-públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).


