Jovem é morto durante prova de arrancadão
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domingo, 01 de fevereiro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Um homem morreu e quatro pessoas ficaram feridas na madrugada de ontem em uma briga durante uma prova de arrancadão realizada no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina. Saulo Moisés Miranda Ortiz, 19 anos, levou uma facada na altura do coração e morreu no local. Outras quatro pessoas foram hospitalizadas, também feridas à faca.
A confusão começou por volta da 1 hora, no espaço dos boxes. Segundo a Polícia Civil, há suspeitas que um dos seguranças do evento seja o autor do crime. Informações extra-oficiais dão conta que a briga começou porque o segurança, ainda não identificado, estaria batendo em um menino de 12 anos. As pessoas em volta teriam partido para cima do suspeito que começou a distribuir facadas.
Entre os feridos está um adolescente de 16 anos, W.L.C. Ele foi internado no Hospital Evangélico e passava bem ontem pela manhã. Outro ferido é João Speceotto Neto, 22, que foi atendido pelo Hospital Universitário (HU). As duas outras vítimas foram socorridas pela ambulância do evento e ontem pela manhã ainda não tinham sido identificadas pela polícia.
O delegado que atendeu a ocorrência, Adilson Ricardo, não foi encontrado ontem para comentar o assunto. Ele saiu da delegacia cerca de 45 minutos antes do final do plantão.
As provas de arrancadão são realizadas no autódromo através de contrato com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que administra o espaço. Segundo o presidente da fundação, Marival Antonio Mazzio, a responsabilidade sobre a segurança do local cabe aos organizadores cujo contrato com a FEL estipula um número mínimo de seguranças.
O conselho administrativo da FEL vai se reunir na segunda-feira para iniciar procedimento de investigação do caso. ''Possivelmente esse contrato não será mais renovado'', afirmou. Mazzio explica que os contratos são mensais e a própria fundação não vê a prova com bons olhos. ''Contudo como nunca ocorreram problemas e a própria Polícia Militar se diz favorável à prova para evitar que os rachas sejam realizados na rua, estávamos permitindo'', comenta.
Diógenes Bravo, responsável pelo contrato junto à FEL não atendeu as ligações para seu telefone celular ontem. Outro promotor do evento, Antônio Euclides Sapia Júnior, também foi procurado mas não retornou mensagens da reportagem em seu celular. Com a morte de ontem, sobe para 12 o número de homicídios ocorridos neste ano em Londrina.


