Mais um jovem foi vítima de morte violenta em Londrina. O crime aconteceu anteontem à tarde, contabilizando três assassinatos entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado. O final de semana fechou com quatro homicídios na cidade. Ao todo, 69 pessoas foram assassinadas em Londrina desde o início do ano.
O corpo de Cláudio José Araújo, 21 anos, foi encontrado por volta das 17 horas na esquina da Rua Amélia Rose com Sidrack Silva Filho, no Jardim Santiago (zona oeste), com duas perfurações de projétil de arma de fogo, na coxa direita e no tórax. Ele morava no Jardim Leonor (zona oeste).
Ontem, no velório, os pais não quiseram falar sobre o assunto. ''Meu pai está transtornado, até brigou na delegacia. Não quer falar com ninguém'', disse um irmão da vítima, que se identificou apenas como Marquinho. Cláudio, segundo ele, era viciado em drogas. ''Ele usava cocaína, crack, maconha, tudo. Tomou tanta droga que já estava louco da cabeça'', disse o irmão. A Polícia não tem suspeitos do crime.
Na tarde de sábado, a família de Leandro Moreira Ramos, 20 anos, identificou o corpo do rapaz no Instituto Médico-Legal (IML). Ele foi morto na noite de sexta-feira por PMs, após uma suposta troca de tiros, quando o jovem estaria tentando assaltar uma casa no Jardim Olímpico (zona oeste).
Ontem, o amigo que estava junto com Leandro no momento do incidente contou uma história diferente da relatada pela PM. ''Não estávamos roubando nada. A gente voltava da Exposição, e encontramos uns caras que queriam me pegar. Aí, eu sugeri pro Leandro que nós dormíssemos numa casa abandonada na Avenida Maratona. A gente não poderia voltar pra casa (no Conjunto João Turquino, a poucos metros da avenida) porque a mulher dele não estava em casa e só ela tinha a chave. Foi só isso'', disse Jeferson Pereira Cardoso de Sá, 13 anos.
Uma vizinha teria estranhado a movimentação e chamado a Polícia, que, segundo Jeferson, chegou atirando. ''Não estávamos nem armados. Eu consegui fugir e eles mataram o Leandro. Depois, deram tiros pro alto e colocaram a arma na mão dele pra forjar um tiroteio'', acusa Jeferson. Segundo a família de Leandro, ele ficou oito meses preso na Casa de Custódia no ano passado por assalto. O comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, não foi localizado para comentar as acusações.

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