Maringá A Polícia Civil de Maringá prendeu ontem o instrutor de auto-escola Airton Dasman Filho, 28 anos, acusado de ter assassinado, com requintes de crueldade, a jovem Ingrid Igarashi, 18 anos. Ela foi morta a marteladas e estrangulada no quarto da casa dela, por volta da 1 hora da madrugada de quinta-feira. Só ontem de manhã o corpo da vítima foi encontrada sobre a cama. Dasman é companheiro da irmã da vítima, Glaucia. Os três, além de um irmão de Glaucia, moravam na mesma casa.
No depoimento prestado à polícia ontem, por volta das 15h30, Dasman Filho alegou que teve um acesso de loucura. Ele afirmou que na madrugada de quinta-feira foi até a cozinha para tomar água e de repente sentiu uma vontade de matar a cunhada. Ingrid foi encontrada nua. O assassino confessou que abusou da vítima mesmo depois de morta.
A polícia não acredita na versão do instrutor. O namorado de Ingrid, cujo nome não foi divulgado, disse que nos últimos dias a jovem estava deprimida. Há suspeita de que o acusado estaria assediando a jovem e que na noite do crime ela teria reagido ao perceber a presença dele na cama dela.
Para matar Ingrid, Dasman Filho disse que primeiro teria tentado asfixiá-la com o travesseiro. Em seguida deu-lhe várias marretadas pelo corpo, principalmente nas costas. Ela já estaria morta quando foi estrangulada.
A polícia suspeitou do instrutor desde o início da investigação. A marca do chinelo dele deixada na fronha do travesseiro de Ingrid foi a primeira prova do crime. Ele disse à polícia pulou a janela do quarto dela depois do crime, para ir até um terreno próximo e jogar a roupa dele e dela manchadas de sangue.
Durante a investigação, Dasman Filho tentou esconder o chinelo dele quando percebeu que a polícia tinha verificado a marca deixada na fronha. Além disso, ele estava bastante nervoso durante a perícia no quarto de Ingrid. Airton será indiciado a homicídio qualificado por motivo torpe e requintes de crueldade. A pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão.

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