Jovem é flagrada com celular e cocaína
Uma jovem de 21 anos foi presaem flagrante, ontem pela manhã, por tráfico de drogas na Cadeia de Arapongas (Norte). Além de 4 gramas de cocaína, a jovem escondia um celular e uma rádio MP3 na vagina, segundo o delegado Antônio Brandão Neto. Os objetos foram identificados durante a revista, em que se usou um inspetor íntimo - uma espécie de cadeira magnética, que detecta objetos no interior da pessoa.
''Se a pessoa tiver objetos ou drogas no interior da vagina ou ânus, a 15 centimetros do assento, imediatamente a cadeira emitirá um som'', explicou o delegado. Segundo ele, a cadeira foi emprestada pela Polícia Civil de Apucarana para um teste. ''Foi a primeira vez que usamos o equipamento e vimos que realmente dá resultado. Nos próximos dias, abriremos um processo de licitação junto ao Conselho de Seguranca da Comunidade (Conseg) para adquirirmos a cadeira o quanto antes'', completou.
Em Cambé (13 km a oeste de Londrina), o delegado Valdir Abrahão faz uma operação-pente fino a cada 15 dias para buscar objetos na carceragem. No dia-a-dia, ele garante que a conferência é ainda mais rígida. A cada dois dias os próprios carcereiros aproveitam o horário do banho de sol para fazer verificações minuciosas no xadrez.
Um artifício usado pelo delegado para dificultar a entrada de objetos foi a colocação de tela com espaços vazados mais estreitos. ''Até o pátio do Fórum já foi usado para tentarem arremessar brocas para dentro da carceragem'', comenta Abrahão. Os casos que são flagrados resultam em prisão por tráfico de drogas.
Em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), as vistorias são feitas a cada dez dias. ''Infelizmente'', de acordo com o delegado Marcos Belinati, é comum encontrar celulares e outros objetos irregulares com os presos. Para dificultar a ação dos criminosos, é feito reforço na área externa da carceragem. Para ele, o maior problema é que os investigadores são obrigados a cuidar de presos. Este trabalho mobiliza praticamente toda a equipe da Polícia Civil local. ''A nossa função não deveria ser cuidar de presos'', ressaltou Belinati. (Fernando Rocha Faro e Marian Trigueiros)





