Uma morte violenta e misteriosa foi registrada na quarta-feira em Rolândia. O corpo de uma jovem de 25 anos foi encontrado com ferimentos no pescoço, no final da tarde, numa mata próxima a um fundo de vale, no Jardim Imperial. A polícia chegou até o local por meio de uma denúncia anônima.
A vítima, Mônica Aparecida da Silva, 25 anos, estava com a bolsa e os demais objetos (carteira, documentos e celular), o que leva a polícia acreditar que não houve roubo de nenhum pertence. O perito Luciano Bucharles, do Instituto de Criminalística de Londrina, disse que o corpo da jovem se encontrava em estado de rigidez e com ferimentos pelo corpo, principalmente na região do pescoço. ''Pelo que vimos ela foi morta por golpes de faca ou algum objeto cortante. Pelas condições no local, o crime pode ter acontecido há cerca de oito a dez horas antes do corpo ter sido encontrado'', disse.
Segundo informações da Polícia Militar de Rolândia, a região onde o corpo foi encontrado é um bairro tranquilo, bastante frequentado por casais de namorados, e não tem muitas residências por perto. ''O corpo dela foi encontrado de bruços e o que nos chamou a atenção foram os ferimentos. Ela estava com duas perfurações iguais, uma de um lado das costas, perto dos ombros; parece algum tipo de ritual'', salientou o delegado Fátimo de Siqueira.
Para ele, trata-se de um crime ''bastante misterioso'', que lembra o ''Caso Amanda'' - a jovem que foi morta em outubro do ano passado dentro da Unopar, em Londrina -, por não apresentar provas concretas nem testemunhas.
Segundo o delegado, por volta das 14h de ontem, o namorado de Mônica, Ulisses Dias, que reside e trabalha em Arapongas, foi até a delegacia registrar o desaparecimento da jovem, depois de tentar falar com ela pelo celular na noite anterior.
Segundo o namorado, os dois estavam juntos na noite de terça-feria e teriam ido até Apucarana onde Mônica foi se matricular na Faculdade de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea).
Depois disso, Dias teria se despedido de Mônica e voltado para Arapongas. ''Ele disse que ela ligaria quando chegasse em casa, mas como demorou, ele ligou para ela no celular. Quando Mônica atendeu, por volta das 23h, tinha a voz agitada e disse que já ligaria de volta, mas não retornou a chamada''. Na manhã seguinte, o rapaz procurou a polícia.
Mônica morava sozinha em Rolândia numa dependência localizada na área central. Ela trabalhava na empresa Big Frango, desde 2003, e na manhã de quarta-feira, não apareceu no trabalho.
A polícia não acredita em latrocínio. Ainda segundo o delegado, também não havia indícios de que a jovem possa ter sido violentada. ''Uma moradora que reside próximo ao local do crime disse que teria escutado o barulho de motocicleta e um grito de mulher, pouco depois da meia noite. Ainda vamos ouvir outras pessoas para tentar descobrir mais pistas mas por enquanto é algo muito misterioso e difícil de entender'', reconheceu.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ficar pronto daqui dez dias. A jovem foi sepultada na manhã de ontem no Cemitério de Cruzeiro do Sul (64 km ao norte de Maringá) onde a família reside.

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