A educadora física Ana Carolina Carboni, 24 anos, fez sua primeira tatuagem há nove anos. Hoje são 12 diferentes desenhos gravados no corpo, de uma pequena inscrição no pulso a um grande dragão que ocupa o ombro esquerdo e parte das costas da jovem. Ela nunca soube, porém, das restrições existentes em relação à doação de órgãos.
''Eu sabia que não poderia doar sangue. Tenho um amigo tatuado que tentou doar e não conseguiu. Mas nunca tinha ouvido falar desta regulamentação para a captação de órgãos.'' Na família de Ana Carolina, tatuar-se é um costume antigo. Sua irmã tem mais de 30 desenhos pelo corpo, enquando sua mãe tem ''uns seis ou sete''.
Segundo a jovem, todas as tatuagens foram feitas no mesmo lugar, com uma pessoa de confiança. ''Se a gente vai fazer uma coisa que é para o resto da vida, tem que ser bem feito e com cuidado.''
Ela explica que todos os anos, quando visita sua médica, pede todos os exames de sangue, inclusive os de HIV e hepatite. ''Até hoje nada foi detectado'', garante Ana Carolina, que já se prepara para ''incrementar'' um desenho na região lombar. ''Se estiver em condições, pretendo ser doadora de órgãos'', revela. (S.L.)

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