Um crime passional, uma tragédia familiar. Pais sem filha, filho sem mãe. Esta é a história da atendente Bruna Maria Silva Soares. Com apenas 19 anos, ela foi assassinada, na noite de anteontem, pelo ex-namorado Fernando, conhecido como ''Codorna''. Segundo os familiares, com dois tiros, Fernando (cujo sobrenome eles não souberam informar) acertou o tórax de Bruna enquanto ela ainda dormia, na casa dos pais dela, na Rua Claudete de Souza, no Conjunto Parigot de Souza II, Zona Norte de Londrina.
A cunhada de Bruna, Ana Lúcia Soares, contou que os pais e o filho da vítima, de apenas dois anos, assistiram ao crime, que aconteceu por volta das 21 horas de terça. Segundo Ana Lúcia, Bruna namorava Fernando há quatro anos e teria brigado com ele dois dias antes de morrer.
''Ele era bandido antes, mexia com drogas, era assaltante. Ela que foi convencendo ele a mudar e a gente confiou nele'', disse Ana Lúcia, ressaltando que o ex-namorado era um rapaz muito ciumento. Conforme ela, o garoto de dois anos é também filho de Fernando.
Segundo o sargento José Carlos Campano, da Central de Operações da Polícia Militar de Londrina, Fernando teria usado um revólver para matar a namorada, ''mas não foram encontradas cápsulas no local do crime'', afirmou. ''A princípio ele teria fugido a pé'', sugeriu Campano, informando que ele permanece foragido.
Familiares e amigos velaram o corpo de Bruna na Igreja Evangélica do Conjunto Parigot de Souza III durante toda a tarde de ontem. Todos estavam bastante revoltados com o crime e reclamavam a presença da família de Fernando, que mora na mesma rua da vítima. Ainda ontem, ela foi enterrada no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte.
Ibiporã- Claudimar Júnior dos Santos, que matou, com dois tiros, a namorada Josiane Miguel, 21 anos, na frente dos filhos dela, no dia 22 de junho, em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), apresentou-se ao delegado Marcos Belinati na última segunda-feira.
Conforme o delegado, Santos contou que durante uma discussão, Josiane teria sacado a arma e, no confronto, ele teria pulado sobre ela e a arma teria disparado duas vezes. ''Ele teria dito ainda que não sabia da existência da arma, afirmação contrária a todas as pistas e depoimentos de vizinhos que assistiram ao crime'', disse Belinati.
Claudimar Santos foi interrogado e indiciado, mas permanece em liberdade. ''Estou aguardando apenas o juiz decretar o mandado de prisão contra ele'', avisou o delegado.

mockup