Curitiba A Polícia Civil de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) deve indiciar Marcelo Schweigert, de 20 anos, por falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato. Ele prestou depoimento ontem à delegada Maritza Haisi, responsável pelo inquérito, e confessou que queimou seu carro e forjou seu sequestro para receber um seguro de R$ 15,5 mil. Schweigert ficou desaparecido por seis dias e voltou à para casa no dia 23 deste mês, na Colônia de Witmarsun, em Palmeira (Campos Gerais), contando que havia sido sequestrado.
Segundo Schweigert, ele teria comprado a Parati em dezembro do ano passado e feito um seguro em janeiro. ''A verdade é que eu estava insatisfeito com o carro. Ele estava com vários problemas. Tentei vender mas queriam me pagar R$ 11 mil. Então eu planejei um acidente para tentar liberar o seguro'', disse o jovem ontem, à Folha.
A farsa teria sido toda montada por ele. No dia do desaparecimento, Schweigert disse que foi até a casa da namorada em Campo Largo, já com uma sacola de roupas e R$ 1,2 mil no bolso. Segundo contou, logo que saiu da casa dela, ele entrou por ruas ermas e ateou fogo ao veículo com óleo diesel. ''Não pensei nas consequências. Não era o caminho certo. O dinheiro não era limpo. Mas não pensei em nada disso'', declarou ele.
Schweigert afirmou que agiu sozinho e que resolveu confessar à polícia porque sentiu medo. ''Eu estava com um aperto no peito muito grande por causa da mentira. Me arrependo e peço perdão para todos os que oraram por mim e sofreram por causa do meu desaparecimento'', disse.
A delegada explicou vai confirmar todos os dados repassados pelo rapaz para saber se realmente ele agiu sozinho. ''Vamos refazer toda a trajetória dele. O Marcelo contou que ficou hospedado em hotéis durante esse período, em Curitiba e em Florianópolis (SC). E que teria gasto R$ 200 por dia durante esse período. A gente vai confirmar tudo antes de terminar o inquérito'', apontou.
A delegadia disse que ainda não está satisfeita com o depoimento de Schweigert, por isso quer fazer algumas investigações antes de encerrar o inquérito no prazo legal de 30 dias. Ela também depende ainda dos laudos do veículo que estão sendo feitos pelo Instituto de Criminalística.
''Estou ciente que agora estarei sendo fichado pela polícia. É a consequência que tenho que arcar por ter inventado toda essa história'', disse Schweigert.

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