José Rainha diz não ter mágoas de líderes do PT
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domingo, 19 de maio de 2002
Alessandra Kormann 
São Paulo O líder do MST José Rainha Jr. afirmou sábado, logo após sair da Cadeia Pública de Presidente Venceslau (SP), onde estava preso há 23 dias, que não tem ressentimentos de Luiz Inácio Lula da Silva e José Genoino, pré-candidatos do PT à Presidência e ao governo de São Paulo, por não ter recebido deles demonstrações públicas contra a sua prisão o que já fizeram em outras ocasiões.
Não esperava uma defesa deles de forma alguma. Acho que estamos em um processo eleitoral e foi uma prisão rápida. Mas tenho certeza de que todos eles me conhecem, têm a consciência do meu trabalho e sabem que nunca andei armado, disse.
Rainha foi preso no dia 25 de abril durante uma blitz da Polícia Militar em Euclides da Cunha (SP). No Gol em que estava, foi encontrada uma escopeta de uso restrito. O motorista do carro, José Luiz Silva Santos, chegou a dizer que a arma era sua, mas depois voltou atrás e afirmou que ela pertencia ao líder do MST.
Segundo Rainha, no dia em que foi preso ele recebeu a visita do prefeito petista de Presidente Venceslau, Osvaldo Ferreira Melo. Para ele, a postura do PT em relação ao MST não mudou com a proximidade das eleições. Está tudo igual. Continuo tendo uma relação muito boa com eles, disse.
O líder do MST afirmou ainda que vai provar sua inocência na Justiça e atribui sua prisão à uma armação da oligarquia rural do Pontal do Paranapanema.


