Jornalistareclama de abusoOutra denúncia de truculência por parte da PM foi feita ontem pelo jornalista Antônio Carlos Moretti, editor do semanário ‘‘Correio Metropolitano’’ em Sarandi e correspondente do jornal O Estado do Paraná em Maringá. O carro dele, um Opala, foi parado por policiais numa estrada vicinal que liga o condomínio Aeroporto, em Sarandi (7 km de Maringá), à cidade.
Os policiais constataram que o IPVA estava atrasado. Segundo Moretti, ao invés de tomar uma decisão sobre o caso, a equipe o manteve parado por cerca de meia hora. O jornalista contou que ‘‘perdeu a paciência’’ e disse aos policiais que era conhecido na cidade. Avisou que seguiria até a prefeitura e deixaria o automóvel na garagem, à disposição deles.
Moretti seguiu para a cidade, seguido pelos policiais. Segunda sua versão, quando chegou na garagem, o carro dele foi fechado. Moretti foi então imobilizado por um PM identificado como Valentino, algemado e colocado dentro do camburão. O jornalista disse que chegou a levar chutes nas costas no momento da prisão.
Levado para a delegacia de Sarandi, Moretti foi desafiado por um sargento, identificado como Colombo. ‘‘Tá faltando um Rambo aqui’’, teria dito o policial, referindo-se ao apelido do soldado Otávio Lourenço Gambra, acusado de matar um rapaz na favela Naval, em Diadema (SP).
O jornalista foi indiciado na Polícia Civil por ‘‘desobediência a policial’’. Moretti promete apresentar hoje uma denúncia ao Ministério Público e à Comissão de Direitos Humanos da OAB por maus tratos e prisão arbitrária. No último domingo, o semanário de Sarandi publicou um editorial de Moretti criticando a truculência da Polícia Militar em Diadema.

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