Jornalista é ''freguês'' de carteirinha do Procon
O jornalista Henri Jean Viana, o Francês, é um freguês assíduo do Procon de Maringá. A família inteira não discute mais as dívidas referentes a prestações. Todos vão diretamente ao órgão, conta ele. A prática de recorrer ao Procon, segundo Francês, começou depois do atraso no pagamento de uma dívida. A empresa queria cobrar juros de 20%, abusivos para uma época onde a inflação não passava dos dois dígitos durante o ano. Fomos ao Procon e conseguimos reduzir o acréscimo a um nível aceitável, diz.
Toda vez que uma loja quer incluir um alinhamento inaceitável na prestação ou no valor devido, Francês ou toda a família, procuram o órgão e voltam para negociar depois, com os cálculos corretos nas mãos. Minha mulher chega a sair da fila do caixa para ir ao Procon, conta Francês. A única reclamação dele é com o abuso dos valores praticados pelos cartórios. Fui pagar uma dívida de R$ 70 no Cartório e tive que desembolsar R$ 100, o que é um absurdo, reclama.
Antes de pagar, Francês garante que procurou o Procon. O orgão no entanto não pode fazer nada porque a legislação permite esse tipo de abuso. Ele acha que todo consumidor deveria procurar os direitos quando se sente lesado, principalmente porque os comerciantes sabem que estão errados, e acabam concordando com os cálculos do Procon. O órgão existe para orientar as pessoas. (M. Z.)





