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Albari RosaEdifício onde Coutinho morava, no Alto da Glória: polícia não tem pistasO corpo do jornalista Roberto Hoffmann Coutinho, 39 anos, foi encontrado por vizinhos, na noite de anteontem. Ele foi estrangulado em seu apartamento, localizado no bairro do Alto da Glória, em Curitiba. A polícia ainda não tem o nome dos assassinos. Coutinho era solteiro, morava sozinho e trabalhava nas TVs Educativa e CNT.
O porteiro do prédio contou que, por volta das 19h30 da quarta-feira, três rapazes procuraram pelo jornalista. Ao serem informados de que Coutinho não estava, eles avisaram que voltariam mais tarde. ‘‘Quando retornaram, tocaram o interfone e foram recebidos por ele. Saíram uma hora depois, com uma sacola, e foram embora.’’
Mais tarde, a vizinha do apartamento ao lado percebeu que a porta estava entreaberta, chamou o porteiro e outros moradores e entraram no apartamento. A Delegacia de Homicídios foi imediatamente informada e compareceu ao local.
‘‘Já encomendamos o retrato falado dos criminosos ao Instituto de Criminalística’’, informou o delegado Décio Jorge Almeida. Segundo testemunhas ouvidas ontem pela polícia, eles aparentavam 20 anos de idade, dois eram morenos e um, loiro. ‘‘Nunca tínhamos visto eles aqui antes’’, disseram.
Segundo a zeladora do prédio, Coutinho recebia muitas visitas e era estimado pelos vizinhos. ‘‘Ele morava aqui há mais de 20 anos e nunca apresentou comportamento duvidoso, muito pelo contrário’’, disse ela. Segundo a funcionária, os amigos que frequentavam seu apartamento também nunca levantaram suspeitas dos outros moradores.
Além do assassinato, os três rapazes roubaram vários pertences pessoais do jornalista. ‘‘Isto também classifica o crime como um latrocínio, por isso a 1ª Delegacia de Furtos e Roubos está atuando conosco nas investigações’’, informou o delegado. Ontem pela manhã o apartamento permaneceu lacrado e no início da tarde os peritos estiveram no local iniciando as investigações.

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