Jornalista diz que MST é financiado pela Coroa Inglesa
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quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Osmani Costa Londrina 
César AugustoApoiado!A palestra de anteontem na Sociedade Rural do Paraná: surpresa e entusiasmo com denúncias contra MSTO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não é um fenômeno isolado, ele não ocorre por acaso. Faz parte de uma conspiração internacional - financiada pela Igreja e Coroa inglesas - baseada nas ideologias existencialista e fundamentalista e tem como principal objetivo a desestruturação do Estado nacional brasileiro. Para isso, o MST se utiliza de táticas terroristas utilizadas na China, em Cuba, na Nicarágua e outros países do Leste Europeu que passaram por revoluções comuno-socialistas. O Brasil de amanhã será como a África, toda esfacelada, subdividida, com uma enorme massa de refugiados econômicos guerreando entre si em várias áreas de conflitos. Assim, será mais facilmente dominado pelo Império Britânico e perderá o controle sobre suas riquezas, fronteiras e recursos naturais.
Esta afirmação foi feita durante palestra na noite de anteontem, em um auditório da Sociedade Rural do Paraná (SRP), pelo jornalista mexicano Lorenzo Carrasco Bazúa, correspondente no Rio de Janeiro da revista norte-americana Executive Intelligence Review. Co-autor do livro O complô para aniquilar as Forças Armadas e as Nações da Ibero-América, ele veio a Londrina a convite da Sociedade Rural e do Movimento Nacional de Produtores (MNP).
César AugustoLorenzo Bazúa: Brasil será África de amanhã
A palestra foi assistida por cerca de 50 pessoas, que ficaram surpresas e impressionadas com as denúncias de Lorenzo Bazúa, a quem aplaudiram com muito entusiasmo. O desmantelamento do atual modelo agrícola e o MST são duas tesouras que cortam o produtor rural brasileiro e podem levar à destruição do Estado Nacional, o que trará sérias consequências para toda a população, afirmou o mexicano, diante da platéia composta principalmente por pessoas com mais de 50 anos de idade.
Segundo Bazúa, o complô internacional bancado com dinheiro inglês objetiva evitar a integração econômica e físico-civilizatória do Mercosul, que teria que se dar através de um grande projeto de aproveitamento da hidrovia e de recursos naturais existentes ao longo das bacias do Rio Paraná e Rio do Plata, que interligam Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A luta pela terra é só um pretexto. Ninguém na direção do MST já foi ou quer ser dono de terra para trabalhar nela. O que este movimento terrorista deseja, baseado na violência e no ódio, é a desestabilização do Mercosul, porque este não interessa aos países ricos, afirmou o jornalista mexicano.
Lorenzo Bazúa avalia que, por isso, o MST concentra suas ações e grandes acampamentos na região do Pontal do Rio Paranapanema, no extremo sudoeste paulista, divisa com o Paraná. Vejam nos mapas a distribuição estratégica do MST pelos Estados brasileiros. Ele está presente principalmente nas regiões onde há grandes rios, boa produção de alimentos, importantes hidrelétricas e ricas reservas minerais, disse Bazúa, apresentando transparências no aparelho retroprojetor e chamando aquela região paulista de República do Pontal.
Os acampamentos do MST estão próximos a barragens que geram quase a metade da energia elétrica consumida no País. As invasões deste movimento não são pela posse da terra, mas seguem uma estratégia geopolítica estabelecida fora do Brasil, reforçou o jornalista mexicano, ao mesmo tempo que passou a atacar aqueles que considera serem os ideólogos do movimento dos sem-terra. Os líderes do MST nunca trabalharam na terra. Eles estudaram sociologia e marxismo em universidades internacionais. Aprenderam táticas de guerrilha em Chiapas, região do México dominada pelo Movimento Zapatista de Libertação Nacional (MZLN), dirigido pelo subcomandante Marcos.
De acordo com Lorenzo Bazúa, o MST não é comandado por João Pedro Stédile - presidente nacional - e José Rainha, que seria apenas o coordenador da parte armada do movimento. Eles são meros ajudantes, testas-de-ferro. Os verdadeiros comandantes estão na Igreja inglesa e nas famílias nobres que sustentam a Coroa Britânica, e que recentemente receberam com pompa a mulher de José Rainha, Diolinda Alves. Os brasileiros são apenas executores; a estratégia, o plano todo foi montado em outro lugar, nos castelos da Casa de Windsor, comentou o jornalista, que também é colaborador do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro.
Segundo ele, o MST recebe ainda recursos financeiros através de organizações não-governamentais (ONGs), entre as quais destacam o Greenpeace, a Anistia Internacional e o Pay Christ. São as mesmas ONGs que financiam o MZLN no México e, no Brasil, repassam dinheiro para o MST e para o Partido dos Trabalhadores (PT). Eles discursam em defesa do meio ambiente, da ecologia e dos direitos humanos, mas na prática financiam a violência, as invasões, o terrorismo e o desrespeito às leis.


