Estudo elaborado pela Andi e Fundação Ayrton Senna coloca a Folha em primeiro lugar em qualidade de cobertura sobre exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes
A Folha de Londrina foi o jornal que mais se destacou no ranking anual da pesquisa ‘‘Infância na Mídia’’, realizada pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), organização não-governamental com sede em Brasília, e pelo Instituto Ayrton Senna. A pesquisa analisou o desempenho de 49 veículos de 24 estados brasileiros na publicação de reportagens relativas à infância e à adolescência no ano passado.
O trabalho elaborou dois grandes rankings. Um quantitativo, que aponta os jornais mais atuantes, no qual a Folha figura em sétimo lugar. O outro é qualitativo e analisou detalhadamente o tratamento dispensado pelos veículos à questão da exploração e abuso sexuais, considerada um dos dos mais perversos crimes cometidos contra a infância e a adolescência. Nesse levantamento, que ganhou o título ‘‘O Grito dos Inocentes’’, a Folha figura em primeiro lugar.
Para obter essa colocação, o jornal teve a seu favor o fato de ir além da descrição dos fatos em si, ou seja, da publicação de denúncias, propondo soluções para as questões. A Folha de Londrina obteve 48,1 pontos de 100 possíveis na avaliação dos consultores da Andi, do Instituto WCF-Brasil e Fundación Arcor, à frente da Tribuna do Norte (RN), com 47,6 pontos; Correio Braziliense (DF), com 46,9; A Tarde (BA), com 46; Jornal de Tocantins (TO), com 45,8; Correio da Bahia (BA), com 44,4; Folha de S. Paulo (SP), com 44,4; Diário de Natal (RN), com 44,4; Diário da Amazônia (RO), 44,4; e Zero Hora (RS), com 42,4 pontos.
A Folha também se destacou como a única mídia diária do Sul do País a figurar entre os dez primeiros colocados no ranking que apontou os jornais mais atuantes em todos os temas de questões relativas não só a ações contra crianças e adolescentes, mas também a iniciativas que buscam diminuir os problemas e a ações oficiais de políticas públicas. Neste caso, foi classificado em sétimo lugar, com 2.096 textos publicados, incluindo artigos e editoriais, o que representou um incremento de 59,15% em comparação com as 1.317 inserções de 2000, quando figurou em 24º lugar.
‘‘É importante ressaltar também que a Folha de Londrina melhorou o desempenho nos dois indicadores que balizaram tanto a quantidade como a qualidade das reportagens: a denúncia e a busca de soluções’’, esclarece Rubens Amador, editor-executivo da Andi. Amador lembra que a evolução foi de 17,12% no quesito denúncia e de 32,60% no que diz respeito à busca de soluções.
Amador destaca que o raking não tem a pretensão de sobrepor uma publicação à outra, mas permitir que ‘‘os jornais se vejam’’ nos números que refletem a sua atuação neste setor, como ‘‘indicativo do bom caminho que foi tomado’’ no setor fundamental para o País. ‘‘A criança e o adolescente são os nossos principais segmentos sociais porque representam o futuro do País’’, argumenta o editor. Segundo Amador, o ranking, que é o resultado de pesquisa com metodologia científica, é um referencial que comprova a atuação do jornal neste segmento.
‘‘Por isso, a Folha de Londrina merece o destaque, já que isto é o reconhecimento, com aferição científica, por ser um dos jornais mais atuantes nos critérios avaliados’’, diz. Ele destaca que, ao lado do aumento de quase 60% no número de matérias publicadas, a Folha também primou pela qualidade da informação, com dados importantes em denúncias e busca de soluções. ‘‘Ao superar o simples factual, passa o exemplo do bom jornalismo que pode ser feito com o tema’’, destaca.

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