Dentre as matérias publicadas pela Folha de Londrina no ano passado, destacam-se temas que tratam da agressão, exploração e violência sexual e também reportagens que mostram atividades culturais e recreativas buscando a valorização de crianças e adolescentes.
O jornal relatou a organização do 21º Festival da Criança pelo fiscal de ônibus Paulo Barbosa da Silva. A iniciativa tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por meio de repasses do Criança Esperança, e com benefícios da Lei Municipal de Incentivo a Cultura.
A história e cenas do Jardim Pindorama foram expressas em pintura nos muros da creche do bairro, na zona leste de Londrina, por obra de 24 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, que participaram do projeto ‘‘Comunidade Feliz’’. O trabalho foi coordenado pela Sercomtel e Comitê de Solidariedade dos Funcionários, sob a orientação do artista plástico Cláudio Garcia, em parceria com a Secretaria de Cultura de Londrina.
Também dedicou espaço à iniciativa do Banco do Brasil em Londrina, Maringá e Paranaguá, que por meio do Programa Integração AABB Comunidade, que visa oferecer uma complementação escolar com atividades lúdicas, pedagógicas e esportivas a crianças e adolescentes carentes na faixa de 7 a 16 anos.
Destacou igualmente a pesquisa em Foz do Iguaçu mostrando que a maioria das crianças e adolescentes que viviam nas ruas da cidade atuava no mercado de trabalho informal, em vez de mendigar ou se prostituir. Pela reportagem, soube-se que entre as 466 crianças e adolescentes, de 4 e 17 anos, 374 frequentam a escola pelo menos um período e trabalham durante o restante do dia. A pesquisa fazia parte do projeto de ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho infantil da prefeitura, por meio de bolsa mensal de R$ 40,00 e atividades de reforço escolar e aulas técnicas de mecânica de automóveis e horticultura.
Denúncias de violência também constaram do noticiário, como rapto e abuso sexual de crianças em cidades da região, inclusive com a prisão do acusado pelos crimes. Igualmente foram mostrados casos de violência policial, como sofrido por um adolescente de 14 anos que, de refém de assaltantes, passou a ser tratado como suspeito de assalto a banco, sendo inclusive espancado em sua casa, no Jardim União da Vitória. Um outro garoto, de 15 anos, ficou paraplégico em consequência de tiros que recebeu dos policiais quando estava dentro da viatura.

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