Jornada prepara combate à tuberculose e hanseníase
Jornada prepara combate
à tuberculose e hanseníase
Foi aberta na noite de ontem, em Londrina, a 1ª Jornada Municipal de Tuberculose e Hanseníase, evento que objetiva treinar médicos, enfermeiros e auxiliares para o efetivo combate às duas doenças que, quando não são detectadas e controladas a tempo, podem levar à morte. A palestra de abertura foi proferida pelo coordenador nacional de epidemiologia sanitária do Ministério da Saúde, Antonio Rufino Neto.
A tuberculose e a hanseníase antiga lepra são doenças infecciosas e transmissíveis que, mesmo tendo controle e cura, voltou a crescer em várias partes do planeta e a preocupar, nos últimos anos, a Organização Mundial da Saúde. O Brasil ocupa o 2º lugar em número de casos de hanseníase e o 4º lugar no de tuberculose; esta última com cerca de 90 mil casos por ano.
Em Londrina, os casos de tuberculose registrados nos últimos anos foram: 205 em 1996, 190 em 97 e 195 no ano passado. Os de hanseníase foram 100 (96), 103 (97) e 63 (98). Durante esta 1ª Jornada Municipal, as autoridades sanitárias vão discutir e aprovar ações efetivas a serem adotadas quanto ao diagnóstico, tratamento e controle de novos casos destas doenças. Serão debatidas e aprovadas ainda formas de integração dos serviços municipal, estadual e federal e atividades educativas a serem desenvolvidas junto à comunidade.
A tuberculose é provocada por um bacilo e ataca principalmente os pulmões. As autoridades médicas aconselham que toda pessoa que esteja com tosse há mais de quatro semanas às vezes pensando que está somente com uma gripe prolongada deve procurar uma unidade de saúde para o exame de escarro. Trata-se de um teste simples que detecta a presença ou não do bacilo através de leitura microscópica. Ela é transmissível pelo ar, saliva e espirro; e o tratamento, à base de medicamentos distribuídos gratuitamente, dura perto de seis meses.
A hanseníase é provocada por uma bactéria que ataca o sistema nervoso, causando atrofias, degenerações e manchas na pele. Ela pode matar, mas também tem cura através de medicamentos. O tratamento dura em média dois anos. A transmissão só acontece por meio de contatos íntimos, constantes e duradouros. (O.C.)





