JORNADA ESPIRITUAL - Amigos caminham pela fé em Maria
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Guilherme Borges
Reportagem Local
Quais os limites da fé? Talvez seja o que os amigos Carlos Henrique Frederico, 21 anos, Alberto Bacarin, 19 e Lucas Romagnoli, 20, descobrirão depois de caminhar 400 quilômetros entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile. Eles fazem parte da Juventude Masculina (Jumas) do Movimento Schoenstatt da Igreja Católica e integram o grupo de 13 brasileiros que participarão da Cruzada de Maria, atividade promovida pelas regionais argentina e chilena do movimento.
Será uma atividade importante para o desenvolvimento do nosso lado espiritual. Além de poder trazer a graça de Maria ao nosso movimento paranaense, justifica Bacarin. Os três vão se juntar a padres, seminaristas e outros jovens da Argentina, Chile e Paraguai no dia 12 de janeiro para uma caminhada que seguirá até o dia 28. Em média são 30 quilômetros diários. Os percursos são feitos de manhã. Em cada ponto de parada será rezada uma missa e depois ficaremos livres para meditar e nos integrar ao restante do grupo, explica Frederico.
Cerca de 140 homens devem participar da Cruzada. As despesas são pagas individualmente e devem custar R$ 1.100,00. Fiz rifa, promoção, vendi camiseta, juntei e vendi latinha, tudo para conseguir o dinheiro, conta Frederico. Lá, além de completar suas missões apostólicas, vão conhecer santuários, atravessar a Cordilheira dos Andes, conhecer paisagens e maneiras de louvar Cristo e Maria. O lema será Discípulos e missionários de Cristo.
Depois das caminhadas, acho que também teremos tempo de jogar baralho, aprender espanhol, tocar violão e quem sabe bater uma bola, acredita Bacarin. Romagnoli também quer fazer novos amigos. Será importante para o nosso movimento essa troca de experiências. Frederico quer rezar pela saúde de um amigo necessitado e outras pessoas que gosta.
Para quem fica, as expectativas são tão grandes quanto a dos rapazes. Minha mãe está preocupada. Pergunta se peguei tudo, segreda Bacarin. Mas eles sabem que, na verdade, elas estão orgulhosas. Ela fica feliz, sim. Até me ajudou a conseguir o dinheiro, conta Frederico. A namorada dele, Camila Ferreira, também parece ansiosa. Ele sempre falou dessa viagem. Entendo a importância que tem para ele, então estou super feliz, assegura, mesmo sabendo que as ligações telefônicas serão difíceis durante a caminhada.
Quem já foi nos contou que tem dias que dormiremos em barracas do exército local e em pedreiras ao relento. No pico mais alto, que tem 4.200 metros de altitude, disseram que respirar é difícil. Isso são coisas que me deixam um pouco ansioso, revela Bacarin. Apesar disto, como vão tomar banho ou escovar os dentes, eles não parecem tão preocupados. O que vale é a aventura de fé.


