O presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia (APO), Hamilton Moreira, vai aproveitar a 2ª Jornada de Atualização em Oftalmologia, que será realizada neste domingo, em Maringá, para alertar sobre problemas oculares e cegueira provocadas pela ‘‘bomba de cal’’ e o diabetes. A bomba é feita por crianças e adolescentes a partir de água e cal misturados em uma garrafa de plástico. As ‘‘guerras’’ são promovidas na rua ou em áreas livres. A 2ª Jornada começa a partir das 8h30, no Hotel Deville.
Cardoso considera a brincadeira ‘‘tétrica’’. Segundo o médico, somente o Pronto-Socorro do Hospital Evangélico de Curitiba, registra 60 casos por ano de pessoas vítimas de cegueira causada pela ‘‘bomba de cal’’. Os elementos químicos da cal provocam graves queimaduras oculares. Desde 1998, quando foram registrados as primeiras ocorrências, a APO vem alertando sobre os perigos da ‘‘brincadeira’’.
Durante o evento, o presidente da APO vai mostrar aos profissionais técnicas de tratamento das queimaduras oculares que também podem ser causadas por acidentes de trabalho. O uso de óculos protetores seria suficiente para evitar acidentes.
Também os efeitos da falta de prevenção ocular em portadores de diabetes serão discutidos na II Jornada. O presidente da associação em Maringá, Marcos Ávila, vai mostrar os avanços em cirurgias de vítreo e retina, como técnicas de maior qualidade para os casos de deficiência visual por diabetes. A exemplo do ‘‘Projeto Catarata’’, que facilita os recursos médicos aos portadores da doença, o ‘‘Projeto Diabetes’’ desenvolvido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia pretende transformar o exame de fundo de olho em rotina.

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