O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Ministério da Saúde, Gonzalo Vecina Neto, esteve ontem à noite em Londrina para ministrar conferência sobre a política de medicamentos genéricos no Brasil. A conferência abriu a 4ª Jornada de Farmácia e Análises Clínicas de Londrina, promovida pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo Vecina, no País existem 130 remédios genéricos registrados, com 60 princípios ativos diferentes. Ele disse que existem vários fatores que dificultam a introdução dos genéricos no mercado. ‘‘Falta informação ao consumidor, ao médico que prescreve a receita, ao farmacêutico’’.
O uso dos genéricos, de acordo com Vecina, é uma saída para o consumidor: ‘‘A carga tributária, a margem alta de lucros da indústria farmacêutica e das farmácias tornam caro o remédio brasileiro’’, afirmou Vecina. Apesar disso, as campanhas sobre o uso dos genéricos ainda não atingiram em cheio o alvo.
Vecina disse que o Ministério da Saúde tem uma previsão de dois anos para que haja 310 genéricos básicos no mercado nacional.

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