Jorge Samek defende alteração preventiva do Plano Diretor
Arquivo FolhaSamek: As obras necessárias para sustentar o volume de tráfego no futuro próximo transformarão a cidade no paraíso das empreiteirasO Plano Diretor está defasado, obsoleto e não tem condições de suportar as transformações urbanas que a capital do Estado sofre na virada do século. Para mudar essa tendência, é preciso uma alteração completa do plano e não apenas da Lei de Zoneamento e Uso do Solo, sustenta o vereador Jorge Samek (PT). Ele defende que as alterações possam garantir uma organização da cidade pelos próximos 20 anos e sejam capazes de apresentar um perfil do que será a Curitiba do terceiro milênio.
A doutrina urbanística proposta pelo vereador teria uma função preventiva. Ela daria autonomia maior para cada uma das oito administrações regionais - as sub-prefeituras - e as Ruas da Cidadania, que segundo Samek, não funcionam pois são desprovidas de recursos humanos e financeiros. Esta engenharia, prossegue o petista, acabaria fazendo com que os moradores dos bairros se deslocassem menos para o centro. Um dos resultados imediatos desta descentralização seria um trânsito menos congestionado.
Um dos pontos de conflito urbano abordado pelo petista é o aumento desenfreado de edifícios nos bairros e nas principais avenidas da cidade. Para ele, o crescimento destas construções deve ser harmônico com a região.
Samek tem uma home page na Internet (www.samek.com.br) que fala sobre o Plano Diretor. Entre os problemas apontados pelo vereador na atual lei, está a falta de um Plano Diretor de Recursos Hídricos, a ineficácia dos instrumentos de preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental, desrespeito à legislação de uso e ocupação do solo, falta de integração entre áreas carentes com a cidade e ausência de uma política de integração efetiva com a Região Metropolitana.
Sobre a Lei de Zoneamento, Samek opina em sua home page que a legislação tem uma visão funcionalista que promoveu a concentração urbana e que vai exigir agora investimentos pesados para dar eficiência ao sistema de circulação. Segundo o vereador, haverá reflexos positivos, mas para os bolsos dos donos de construtoras. As obras necessárias para sustentar o volume de tráfego no futuro próximo transformarão a cidade no paraíso das empreiteiras, comenta. (D.V.)





